Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas

Ficha Farmacoterapêutica

Fluxograma de Tratamento

Fluxograma de Dispensação

Guia de Orientação ao Paciente

Termo de Consentimento Informado


ASMA GRAVE
Medicamento indicado:
Beclometasona, Budesonida, Fenoterol, Formoterol, Salbutamol e Salmeterol

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores caracterizada pela hiper-responsividade das mesmas e pela limitação variável ao fluxo aéreo, sendo geralmente reversível. Na sua etiopatogenia estão envolvidos fatores genéticos (principalmente atopia), ambientais (alergenos) e desencadeantes, como infecções de vias aéreas superiores, medicamentos, exercícios e refluxo gastroesofágico, entre outros.

Trata-se de uma doença muito comum, que afeta aproximadamente 7-10% da população. Segundo dados do International Study for Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC), a estimativa de prevalência no Brasil situa-se em torno de 20%. A asma é responsável, em nosso país, por aproximadamente 350.000 internações hospitalares no SUS por ano.
Clinicamente ela se apresenta através de sintomas episódicos, principalmente dispnéia, sibilância, tosse seca e sensação de aperto torácico. Caracteristicamente, esses sintomas são reversíveis tanto espontaneamente quanto após a administração de broncodilatadores. A alteração na função pulmonar pode ser detectada por espirometria que, além de confirmar os achados obstrutivos compatíveis, pode quantificá-los.

O tratamento inclui medidas educacionais sobre a exposição a alergenos e outros desencadeantes específicos, fisioterapia respiratória e terapia medicamentosa. Os objetivos terapêuticos básicos são: minimizar os sintomas que limitam as atividades diárias, prevenir crises recorrentes, diminuir as visitas às emergências e as hospitalizações e manter a função pulmonar o mais próximo possível do normal. Atualmente, recomenda-se que o manejo dos pacientes deve ser baseado no grau de gravidade da doença.

De acordo com a freqüência e a intensidade dos sintomas e com os parâmetros da função pulmonar, pode-se classificar a asma em: intermitente, persistente leve, persistente moderada, persistente grave.

Estima-se que aproximadamente 60% dos casos de asma sejam intermitentes ou persistentes leve, 25-30% moderados e 5-10% graves, sendo que estes últimos são os responsáveis pela maior parte da mortalidade associada à asma.

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