Portaria nº 88 de 17 de Abril de 2003
O
Secretário de Assistência à Saúde, no uso de suas atribuições legais,
Considerando a Portaria SAS/MS nº 84, de 03 de março de 2000, que inclui na tabela de Órteses, Próteses e Materiais Especiais o enxerto inorgânico mineral;
Considerando
que a descontinuidade óssea pode requerer o uso de enxertos ósseos ou
substitutos ósseos para possibilitar a regeneração e reconstrução do
osso;
Considerando
que os enxertos ósseos autólogos e homólogos estão contemplados em
portarias específicas;
Considerando
que os enxertos heterólogos ou xenólogos (de origem animal que não humana)
com resíduos orgânicos, em forma pura não ceramizada, frente ao
aparecimento de doenças não controláveis ou ainda desconhecidas, necessitam
regulamentação mais apropriada;
Considerando
que os compósitos que associam substâncias fosfo-cálcicas à gelatina ou
colágeno heterólogo têm risco potencial dos enxertos de igual origem;
Considerando
a necessidade de maior e melhor fundamentação científica para o uso de polímeros
de origem vegetal;
Considerando
que os materiais bio-inertes (cerâmicas densas) e os biotolerados (cimento
acrílico e material metálico de substituição) não se enquadram na
categoria de substitutos ósseos, e
Considerando
que as cerâmicas fosfo-cálcicas sintéticas têm resistência mecânica
semelhante ao osso esponjoso e que quando possuem características físicas e
químicas adequadas favorecem à osteocondução, resolve:
Art.
1º - Alterar a definição das cerâmicas fosfo-cálcicas e reincluí-las na
Tabela de Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SIH/SUS.
§ 1º - Esse material deve ter as seguintes características:
-
físico-química:
-
hidroxiapatita = ou > que 65-90%
-
trifostato de cálcio < 10-35%
-
carbonato e óxido de cálcio < 3%
- formatos:
-
grânulos microporosos) – 1 a 4 mm
-
grânulos macroporosos (50-600m)
– 4 a 10mm
-
blocos e cilindros (30 a 60 % de porosidade)
-
pasta ou pó para confecção de elementos moldáveis.
§
2º – O seu uso deve ser restrito ao preenchimento de cavidades e confecções
de moldes para correção de defeitos craniofaciais;
§
3º – Podem ser usadas em associação com enxertos esponjosos autólogos ou
homólogos para acréscimo de volume.
Art. 2º - Criar, de acordo com as novas especificações, os códigos abaixo relacionados:
|
Código |
Material |
Valor
(R$) |
|
93391200 |
Cerâmicas
fósfo-cálcicas (05gr) |
325,00 |
|
93391218 |
Cerâmicas
fósfo-cálcicas (10gr) |
650,00 |
|
93321226 |
Cerâmicas
fósfo-cálcicas (15gr) |
975,00 |
|
93321234 |
Cerâmicas
fósfo-cálcicas (20gr) |
1.300,00 |
|
93321242 |
Cerâmicas
fósfo-cálcicas (25gr) |
1.625,00 |
Art.
3º - Instruir que a compatibilidade entre os procedimentos e os substitutos
ósseos estará disponível no site do Ministério, no seguinte endereço:
www.saúde.gov.br/sas e que os protocolos específicos constam do Anexo I
desta portaria.
Art.
4º - Determinar que o controle e a avaliação da indicação para
implante/uso do material de que trata o Art. 1º desta Portaria será da
responsabilidade do gestor.
Art.
5º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação
JORGE
SOLLA
Secretário
ANEXO
I – PROTOCOLOS
Para que o
uso/implante de substitutos ósseos, contidos na coluna A, sejam autorizados são
necessárias que as situações descritas na coluna B correspondente estejam
presentes.
A
|
B
|
|
39.015.02-5 |
Paciente
idoso com baixa massa óssea e contra-indicação para a retirada de
enxerto de osso ilíaco |
|
39.002.02-0 |
Paciente
com baixa massa óssea, contra-indicação para a retirada de enxerto de
osso ilíaco ou volume insuficiente de enxerto homólogo |
|
39.043.02-9 |
|
|
39.044.02-5 |
|
|
39.049.02-7 |
Pacientes
com área de fusão acima de 8 vértebras; uso como acréscimo de volume a
enxertos ósseos autólogos ou homólogos |
|
39.015.05-0 |
Perdas
ósseas quando existir necessidade de acréscimo no volume de enxertos ósseos
autólogos ou homólogos |
|
39.018.05-9 |
|
|
39.029.12-3 |
|
|
39.027.12-0 |
|
|
39.028.14-3 |
|
|
39.027.14-7 |
|
|
39.017.05-2 |
Lesões
com perdas ósseas pequenas quando puder ser evitado acesso cirúrgico
adicional para retirada de enxerto ósseos autólogo |
|
39.023.07-9 |
|
|
39.025.12-8 |
|
|
39.026.14-0 |
|
|
39.016.12-9 |
|
|
39.009.08-4 |
Extensa
perda óssea epífio-metafisária por impacção, explosão, perda de
fragmento ou afundamento da superfície articular |
|
39.032.08-6 |
|
|
39.014.14-2 |
|
|
39.034.14-3 |
|
|
39.030.16-4 |
|
|
39.011.06-2 |
Idoso
com perda óssea epífio-metafisária por impacção, explosão ou perda
de fragmento |
|
39.017.12-5 |
|
|
39.021.12-2 |
|
|
39.030.12-1 |
|
|
39.011.13-5 |
|
|
39.045.13-7 |
|
|
39.033.14-7 |
|
|
39.025.14-4 |
|
|
39.008.15-0 |
Nas
osteotomias de adição com cunha de base maior que 0,7 cm |
|
39.040.13-5 |
|
|
39.033.06-6 |
Lesões
semelhantes a tumores (M80.0,4,5,6; M85.0 ) e neoplasias benignas do osso
(D16) com risco de fratura |
|
39.033.08-2 |
|
|
39.025.09-8 |
|
|
39.045.10-2 |
|
|
39.042.13-8 |
|
|
39.040.14-3 |
|
|
39.035.15-8 |
|
|
39.036.16-2 |
|
|
39.068.17-0 |
|
|
39.001.31-8 |
Em
perdas ósseas, seqüelas de osteomielite, com infecção controlada |
|
39.002.31-4 |
|
|
39.003.31-0 |
|
|
39.004.31-7 |
|
|
39.005.31-3 |
|
|
39.010.31-7 |