Portaria n.º 1101/GM      Em 12 de junho de 2002.

 

O Ministro de Estado da Saúde, no uso de suas atribuições e considerando,

- o disposto no Capítulo III, artigo 26 da Lei nº 8.080/90, que estabelece, entre outros, que os parâmetros de cobertura assistencial sejam estabelecidos pela Direção Nacional do Sistema Único de Saúde – SUS, aprovados pelo Conselho Nacional de Saúde;

- que a descentralização das ações e serviços de saúde, para estados e municípios, para a consistência de um efetivo Sistema Nacional de Saúde, requer a elaboração de um planejamento ascendente, através da Programação Pactuada e Integrada entre os gestores;

- a necessidade, requerida pelos gestores e pela sociedade em geral, da revisão dos parâmetros assistenciais em uso no SUS, datados de mais de vinte anos, face aos avanços verificados em vários níveis de complexidade do sistema de saúde e as necessidades da população;

- a necessidade, imediata, apontada pelos gestores dos três níveis de governo, do estabelecimento  de parâmetros como instrumentos de planejamento, controle  regulação  e avaliação do SUS;

- a necessidade de flexibilizar, aos Estados e Municípios, a aplicação dos parâmetros propostos, possibilitando ajustes necessários, derivados, entre outros, da diferença do perfil epidemiológico, desde que devidamente  justificados e aprovados pelos respectivos Conselhos de Saúde, com posterior comunicação a este Ministério, para conhecimento;

- a ampla discussão sobre o estabelecimento de parâmetros de cobertura assistencial no âmbito do SUS, que possibilitou a participação efetiva da comunidade técnico-científica, das entidades de classe, dos profissionais de saúde, dos gestores do SUS e da sociedade em geral, na sua formulação, através da Consulta Pública SAS/MS N° 01, de 08 de Dezembro de 2000, e

- a deliberação n° 08 de 04 de abril de 2002 do Conselho Nacional de Saúde, resolve: 

 

Art. 1º Estabelecer, na forma do Anexo desta Portaria, os parâmetros de cobertura assistencial no âmbito do Sistema Único de Saúde -  SUS.

Parágrafo único. Os referidos parâmetros representam recomendações técnicas ideais, constituindo-se em referências para orientar os gestores do SUS dos três níveis de governo no planejamento, programação e priorização das ações de saúde a serem desenvolvidas, podendo sofrer adequações regionais e/ou locais de acordo  com realidades epidemiológicas e financeiras.

Art. 2º Atribuir à Secretaria de Assistência à Saúde, a responsabilidade pela revisão periódica dos parâmetros estabelecidos.

Art. 3º Esta Portaria entrará em vigor após sua publicação, revogando as disposições em contrário,  em especial a Portaria MPAS 3046/82 .

 

BARJAS NEGRI

 

ANEXO

 

PARÂMETROS ASSISTENCIAIS DO SUS

 

01. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES:

 

Os parâmetros de cobertura assistencial do SUS, destinam-se a orientar os gestores no aperfeiçoamento da gestão do SUS, oferecendo  subsídios para:

a) Analisar a necessidade da oferta de serviços assistenciais à população;

b) Auxiliar na elaboração do Planejamento e da Programação Pactuada e Integrada da Assistência à saúde. (PPI);

c) Auxiliar no Acompanhamento, Controle, Avaliação e Auditoria dos serviços de saúde  prestados no âmbito do SUS.

Para elaboração destes parâmetros, foram considerados, entre outros:

a) Os parâmetros assistenciais, internacionalmente reconhecidos, inclusive os baseados em dados da OMS e da OPAS, para cobertura e produtividade assistencial nos países em desenvolvimento.

b) As estatísticas de atendimento prestado aos usuários do SUS, e as incidências nacionais , por especialidade, dos últimos 3 anos.

c) O número de internações hospitalares, de consultas médicas, odontológicas, de  enfermagem e outras,  de serviços complementares, inclusive de diagnose e terapia, com base em estudos e pareceres de especialistas, parâmetros assistenciais desenvolvidos e praticados em vários  Estados da Federação, estudos do Ministério da Saúde, realizados com a participação de técnicos dos demais níveis de gestão do SUS e de várias instituições de saúde do país.

d) A Portaria MPAS nº 3.046, de 20 de julho de 1982.

Os parâmetros assistenciais, objeto deste estudo, se dividem em:

a) Parâmetros de Cobertura –  são aqueles destinados a estimar as necessidades de atendimento a uma determinada população, em um determinado período, previamente estabelecido.

b) Parâmetros de Produtividade – são aqueles destinados a estimar a capacidade de produção dos recursos, equipamentos e serviços de assistência à saúde, sejam eles, humanos, materiais ou físicos.

Para a definição dos parâmetros de cobertura assistencial ambulatorial,  tomou-se como base, a composição da Tabela do Sistema de Informações Ambulatoriais – SIA-SUS (Grupos de Procedimentos).

Os Grupos de 01 a 05 que referem-se a Atenção Básica, devem seguir as orientações já  definidas no Manual da Atenção Básica, editadas pelas Portarias GM  nº 3.295 de 13 de novembro 1998; GM nº 832 de 28 julho 1999 e GM  nº12 de 07 de janeiro de 2000; GM nº 1158 de 08 de Agosto de 2001 e suas atualizações.

Os demais procedimentos, contemplados na Tabela do Sistema de Informações Ambulatoriais do SIA-SUS, foram, em linhas gerais formatados, seguindo a mesma lógica de agrupamentos da tabela SIA. Alguns destes Grupos foram subdivididos para melhor explicitar o comportamento esperado dos procedimentos específicos em relação ao total do grupo. Estas subdivisões foram processadas em cálculos percentuais.

No processo de construção dos parâmetros de cobertura assistencial, alguns procedimentos foram calculados com base na população, enquanto outros se derivaram de um procedimento ou ato profissionais. Assim, os procedimentos relativos aos exames, diagnoses e terapias, por serem decorrentes  de uma consulta médica, foram calculados com base na estimativa do total de consultas .

Os procedimentos de anestesia foram calculados sobre o somatório dos grupos especiais, onde há indicação dos mesmos; quais sejam: (crianças, idosos e deficientes).

Os parâmetros de cobertura para assistência hospitalar, no geral, foram calculados com base na expectativa esperada de internações por habitante/ano, nas quatro clínicas básicas, quais sejam: Clínica Médica, Obstetrícia, Pediatria e Cirurgia contemplando, ainda, as internações decorrentes de Cuidados Prolongados, Psiquiatria, Tisiologia, Reabilitação.

2. PARÂMETROS DE COBERTURA ASSISTENCIAL AMBULATORIAL

2.1. PARÂMETROS PARA O CÁLCULO DAS CONSULTAS MÉDICAS E ATENDIMENTOS ODONTOLÓGICOS SOBRE A POPULAÇÃO:

 

DESCRIÇÃO DA AÇÕES

PARÂMETROS

GRUPOS/TAB/SIA/SUS

Consultas Médicas (Total )

2 a 3 por hab./ano

Parte dos Grupos - 2 e 7

Atendimentos Odontológicos

0,5 a 2 por hab./ano

Grupos – 3 e 10

 

FÓRMULA PARA  O CÁLCULO:

 

T. A . = População x Parâmetro de Atendimento

 

Legenda:

 

T.A:  Total da Ação  ( pode ser consulta médica e/ou atendimento  Odontológico)

 

Nota 1 :O total de consultas médicas,  divide-se em:

Consultas Básicas de Urgência  Þ   12%  do total de consultas programadas

Consultas de Urgência Pré Hospitalar e Trauma  Þ 3% do total de consultas programadas

Consultas Médica Básicas Þ 63%  do total de consultas  programadas (arredondado).

Consultas Médicas Especializadas Þ 22% do total de consultas programadas (arredondado).

 

Exemplo para cálculo:

 

População Total x 2 consultas/hab./ano = X (X é, portanto, o total de consultas médicas previstas), sendo:

 

12% de X  = consultas básicas de urgência;

3%  de X = consultas pré-hospitalar e trauma;

63% de X  = consultas básicas (Clínica Médica + Ginecologia + Obstetrícias + Pediatria);

22% de X = consultas especializadas.

 

2.2. PARÂMETROS DE COBERTURA ASSISTENCIAL RECOMENDADOS, CONFORME UNIDADE DE MEDIDA E POR GRUPO DE PROCEDIMENTOS DA TABELA SIA-SUS.

GRUPO DE PROCEDIMENTOS, POR ORDEM DE APRESENTAÇÃO NA TABELA SIA-SUS

Variação de Cobertura entre Regiões do país (projeção 2000)

 

Parâmetros Recomendados

 

Unidade de medida

a) Procedimentos de Atenção Básica

 

 

 

01 – Ações Enfermagem/Outros de Saúde Nível médio

2,28 a  6,43

De acordo com Pacto da Atenção Básica

Proced./Hab/ano

02 - Ações Médicas Básicas

1,06 a 1,67

De acordo com Pacto da Atenção Básica

Proced./Hab/ano

03 - Ações Básicas Em Odontologia

0,4 a 1,6

De acordo com Pacto da Atenção Básica

Proced./Hab/ano

04 - Ações Executadas por outros Profissionais de  Nível Superior

0,11 a 0,45

De acordo com Pacto da Atenção Básica

Proced./Hab/ano

05 - Procedimentos Básicos Em Vigilância Sanitária

 

Conforme pactuação entre Gestores.

b) Procedimentos Especializados

 

 

 

07 - Procedimentos Especializados

Profissionais Médicos,

Outros Nível.Superior e médio

0,54 a 0,84

0,6 a 1,0

Proced./Hab/ano

07.1. Consulta Médica de Urgência (pré hospitalar e  trauma)

 

0,06 a 0,09

% total do grupo 7

07.2. Consultas Médicas Especializadas

 

0,44 a 0,66

% total do grupo 7

07.3 Demais procedimentos desse grupo

 

0,10 a 0,25

% total do grupo 7

08 - .Cirurgias Ambulatoriais Especializadas

0,03 a 0,06

0,05

Proced./Hab/ano

09 - Procedimentos Traumato-Ortopédicos

0,03 a 0,07

0,1

Proced./Hab/ano

09.1.Consulta Ortopédica c/ Procedimento provisório.

 

0,07

% total do grupo 9

09.2.Tratamento e/ou troca gesso

 

0,03

% total do grupo 9

10 - Ações Especializadas Em Odontologia

0,01 a  0,04

0,04 a 0,06

Proced./Hab/ano

11 - Patologia Clínica

51,68 a 75,99

30 a 50

% total de Consultas

11.1. Exames Básicos: Bioquímica.Hemato. l a Vl , microbiologia .

 

80,26

%total do grupo 11

11.2. Exames Diferenciados: Hormônios l a Vlll, lmunologia I,II,III

 

10,53

%total do grupo 11

11.3. Exames Especiais de Imuno. IV a Xll, diagnóstico em Genética, Patologia Clínica Ocupacional l, ll, lll, lV, líquido Amniótico, sinovial / derrame, líquor I e II, suco gástrico, urina I,II,III

 

7,12

%total do grupo 11

11.4. Medicina nuclear in vitro l, ll, lll

 

2,09

%total do grupo 11

12 -  Anatomopatologia e Citopatologia

1,38 as 2,52

2,36

%total de consultas

13 - Radiodiagnóstico

5,49 a 8,91

5 a 8

%total de consultas

13.1. RX simples e Contrastado

 

94,75

%total do grupo 13

13.2. Outros exames de radiodiagnóstico I e II

 

4,63

%total do grupo 13

13.3. Proc. Esp. Radiol. I, ll, lll, lV, V

 

0,32

%total do grupo 13

13.4. Angiografias

 

0,24

%total do grupo 13

13.5. Neuroradiologia

 

0,06

%total do grupo 13

14 - Exames Ultra-Sonográficos

0,80 a 2,47

1,0 a 1,50

%total de Consultas

14.1. Ecografia l, ll, lll, lV, Vll, Vlll e lX

 

76,71

%total do grupo 14

14.2. Ecocardiografia V e Vl

 

23,29

%total do grupo 14

17 - Diagnose

1,61 a 4,69

5 a 6

%total de Consultas

17.1. Alergologia

 

0,67

%total do grupo 17

17.2. Angiologia

 

0,35

%total do grupo 17

17.3. Cardiologia

 

37,97

%total do grupo 17

17.4. Ginecologia/obstetrícia

 

18,75

%total do grupo 17

17.5. Neurologia

 

5,36

%total do grupo 17

17.6. Oftalmologia

 

24,83

%total do grupo 17

17.7 Otorrinolaringologia

 

4,08

%total do grupo 17

17.8 Pneumologia

 

1,84

%total do grupo 17

17.9 Urologia

 

0,87

%total do grupo 17

17.10. Gastroenterologia

 

4,27

%total do grupo 17

17.11. Fisiatria

 

1,01

% total do grupo 17

18 -  Fisioterapia (por  sessão)

4,52 a 10,94

8 a 9

%total de Consultas

19 – Terapias Especializadas (por terapia)

0,53 a 1,21

2 a 3

%total de Consultas

19.1.Alergologia

 

2,16

%total do grupo 19

19.2. Angiologia

 

2,69

%total do grupo 19

19.3. Cardiologia

 

0,32

%total do grupo 19

19.4. Dermatologia

 

4,08

%total do grupo 19

19.5. Ginecologia / Obstetrícia

 

5,76

%total do grupo 19

19.6. Oftalmologia

 

4,48

%total do grupo 19

19.7. Otorrinolaringologia

 

2,18

%total do grupo 19

19.8. Pneumologia

 

29,00

%total do grupo 19

19.9. Urologia

 

8,28

%total do grupo 19

19.10. Endoscopia

 

2,64

%total do grupo 19

Atendimento Núcleo/Centro de Atenção  Psicossocial

 

36% (no total) distribuído de acordo com modelo assistencial implantado

%total do grupo 19

Atendimento Oficina Terapêutica

Atendimento Núcleo / Centro Reabilitação

Demais Procedimentos desse grupo

 

2,41

%total do grupo 19

21 -  Próteses e Órteses

0,20 a 0,74

0,5

%total de Consultas

22 – Anestesia

0,0003 a 1,16

1,0

%dos grupos 3+8+10

c) Procedimentos Assistenciais de Alta Complexidade

 

 

 

26 - Hemodinâmica

0,01 a 0,03

0,03

%total de Consultas

27 - Terapia Renal Substitutiva (diálise)

0,65 a 2,09

Ver item 2.7.3 e informações complementares (item F).

%total de Consultas

28 - Radioterapia (por Especificação)

1,07 a 1,37

Ver item 2.7.1 e  informações complementares (item D)

%total de Consultas

29 - Quimioterapia

0,07 a 0,27

Ver informações complementares (item D)

%total de Consultas

30 - Busca de Órgãos para transplante

 

Conforme programa especifico de Transplantes

%total de Consultas

31 - Ressonância Magnética

0,01 a 0,02

0,04

%total de Consultas

32 – Medicina Nuclear-In Vivo

0,03 a 0,12

0,14

%total de Consultas

33 - Radiologia Intervencionista

0,0003 a 0,01

0,01

%total de Consultas

35 - Tomografia Computadorizada

0,16 a 0,25

0,20

%total de Consultas

36 - Medicamentos Excepcionais

2,63 a 9,73

Ainda não apurado

%total de Consultas

37 -.Hemoterapia

3,63 a 7,58

4,0

%total de Consultas

38 - Acompanhamento de pacientes

 

Ainda não apurado

 

 

2.3. DETALHAMENTO DA COBERTURA DAS CONSULTAS MÉDICAS AMBULATORIAIS, CONTIDAS NO GRUPO 2 E 7 DA TABELA DE PROCEDIMENTOS DO SIA/SUS.

 

URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

15,0% do total de consultas médicas programadas: Média Brasil-26,88%

CLÍNICAS BÁSICAS

62,7% do total de consultas médicas programadas: Média Brasil-53,07%

Clínica Médica (inclui PSF)

Distribuição do percentual por especialidade, de acordo com o Pacto da Atenção Básica

Ginecologia (inclui Mastologia)

Obstetrícia

Pediatria

CONSULTAS ESPECIALIZADAS

22,3% do total de consultas médicas programadas: Média Brasil-20,05%

Alergologia

0,2% ( inclui Imunologia) do total de consultas

Cardiologia

2,0% do total de consultas

Cirurgia Geral

2,3%  do total de consultas

Dermatologia

1,1% (inclui hansenologia) do total de consultas

Doenças Vasculares Periféricas (Angiologia)

0,2% do total de consultas

Endocrinologia

0,4% ( inclui Metabologia) do total de consultas

Gastroenterologia

0,7% do total de consultas

Hematologia

0,1% do total de consultas

Medicina Física*

1,2% do total de consultas

Nefrologia

0,1% do total de consultas

Neurocirurgia

0,1% do total de consultas

Neurologia

1,2% do total de consultas

Oftalmologia

2,8% do total de consultas

Oncologia

0,3% do total de consultas

Otorrinolaringologia

1,5% do total de consultas

Proctologia

0,2% do total de consultas

Psiquiatria

2,2% do total de consultas

Reumatologia

0,4% do total de consultas

Tisiopneumologia

1,0% ( inclui Broncoesofagologia) do total de consultas

Traumatologia – ortopedia

2,9% ( não inclui consulta de urgência), do total de consultas

Urologia

0,9% do total de consultas

*Outros

0,5% do total de consultas

 

Observações:

 

* Estão incluídos neste item as consultas de Fisiatria , Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

**Estão incluídas neste item as consultas de: medicina nuclear, homeopatia, geriatria, acupuntura, infectologia, e genética clínica.

 

FÓRMULA  PARA O CÁLCULO DA NECESSIDADE DE CONSULTAS NO ANO.

 

Fórmula Geral :

 

 

Consultas por tipo = NTC x Parâmetro Recomendado

                            100

 

 

Legenda: NTC = Número Total de Consultas

 

Exemplos:

 

1. Nº Total de Consultas de Urgência/Emergência - NTCUE =

NTC x 15

100

 

2. Nº Total de Consultas Básicas  - NTCB =

NTC x 62,7

100

 

3. Nº Total de Consultas Especializadas (NTCE) : NTCE =

NTC x 22,3

100

 

3.1. Nº Total de Consultas Psiquiátricas (NTCP): NTCP =

NTCE x 2,2

100

 

2.4. OUTROS PROCEDIMENTOS PARA DIAGNOSE E TERAPIA SOBRE CONSULTAS ESPECIALIZADAS:

 

1.CARDIOLOGIA (consultas)

2,1% do total de consultas

1.1.Ergometria

19% do total de consultas cardiológicas (já incluídas as necessidades de Pneumologia).

1.2. Holter

0,5% do total de consultas cardiológicas

1.3.ECG

60% do total de consultas cardiológicas

1.4. Ecocardiograma

13% do total de consultas cardiológicas

2. NEUROLOGIA (consultas)

1,2% do total de consultas

2.1. EEG

33% do total de consultas neurológicas

2.2.ELETROMIOGRAFIA

1,08% do total de consultas neurológicas (já incluídas as necessidades de outras especialidades).

 

2.5. NÚMERO DE EXAMES DE PATOLOGIA CLÍNICA E RADIODIAGNÓSTICO, POR ESPECIALIDADE MÉDICA, PARA CADA 100 CONSULTAS.

 

Especialidade

Patologia Clínica

Radiodiagnóstico

Urgência/ Emergência (Geral)

25

5

Clínicas Básicas

 

 

Clínica Médica

65

15

Ginecologia

25

5

Obstetrícia

200

2

Pediatria

30

2

Clínicas Especializadas

 

 

Alergologia

2

1

Cardiologia

60

15

Clínica Cirúrgica

35

8

Dermatologia

20

1

Doenças Vasculares Periféricas

30

5

Endocrinologia

50

2

Gastroenterologia

30

12

Hematologia

150

4

Medicina Física  *

10

20

Nefrologia

50

9

Neurocirurgia

25

10

Neurologia

15

8

Oftalmologia

15

1

Oncologia

70

15

Otorrinolaringologia

20

3

Proctologia

35

8

Psiquiatria

5

1

Reumatologia

40

15

Tisiopneumologia

25

20

Traumato – Ortopedia

12

30

Urologia

50

15

Outras

20

5

 

Observação: * Nas especialidades  de Medicina Física, incluindo  Fisiatria , Fisioterapia e Terapia Ocupacional, as solicitações de exames, geralmente são feitas por outros especialistas.

 

Nota 1: O quantitativo de exames registrados nesta tabela, é orientador, podendo variar, de acordo com peculiaridades locais.

Nota 2: A Patologia Clínica refere-se somente ao Grupo 11 da Tabela de Procedimentos do SIA-SUS e o Radiodiagnóstico, ao Grupo 12 da mesma Tabela.

2.6. FÓRMULAS BÁSICAS PARA AVALIAÇÃO DO ATENDIMENTO AMBULATORIAL:

a) Para o cálculo do % de execução da Meta Programada:

 

E = Total de Procedimentos Realizados x 100

Total de Procedimentos Programados

Onde: E = % de Execução

 

b) Para o cálculo do % de participação, Por Prestador, no total de atendimentos ambulatoriais do município, região, estado, etc.

 

PP = Total de Procedimentos Realizados por Prestador x 100

Total de Procedimentos Realizados no Município

Onde: PP = % de Participação por Prestador

 

Nota 1: No denominador, o município é a variável; portanto pode ser substituído por Região, Estado etc.

 

c) Para cálculo da Taxa de Cobertura Ambulatorial – ( TxCA ):

 

 

TCA = Total da População Atendida, em determinada atividade, período e área x 100

Total da População Alvo  no mesmo período e área

 

Onde: TxCA=

Taxa de Cobertura Ambulatorial

 

d) Para Cálculo da Taxa de Exames por Consultas Médicas: (TxECM):

 

 

TxECM = Total de Exames realizados , em determinada atividade, período e área x 100

Total de Consultas no mesmo período e área

 

 

Onde:TxECM=

Taxa de Exames por Consulta Médica

 

e) Para Cálculo da Taxa Específica de Utilização da Capacidade Operacional (TxeUCO):

 

 

TxeUCO = Total de Procedimentos Realizados, em determinada atividade, período e área x 100

Total da Procedimentos passíveis de serem  realizados em determinada atividade, período e área

 

 

Onde:TxeUCO=

Taxa Específica de Utilização da Capacidade Operacional

 

f) Para Cálculo da Taxa de Exames Específicos por tipo de Consulta Médica (TxEeCM):

 

 

TxEeCM = Total de Exames Realizados, por tipo de Exame x 100

Total de Consultas Médicas Realizadas, por tipo

 

Onde: TxEeCM =

Taxa de Exames Específicos por tipo de Consulta Médica

 

2.7. PARÂMETROS PARA CÁLCULO DA NECESSIDADE, DA  PRODUTIVIDADE OU DA COBERTURA DE  ALGUNS EQUIPAMENTOS DE DIAGNOSE E TERAPIA.

Para conhecer a capacidade física instalada dos equipamentos utilizados para exames e terapias, é importante estimar a capacidade dos equipamentos, considerando seu horário de funcionamento diário e nº de dias /mês disponíveis para uso.

Esta informação deverá ser buscada também nos Manuais Específicos dos mesmos.

Elegeu-se aqui, alguns equipamentos de uso no Sistema de Saúde, cujos procedimentos são cobertos pelo SUS.

 

São eles:

 

2.7.1. ACELERADOR LINEAR OU UNIDADE DE COBALTO (Radioterapia):

· São equipamentos de megavoltagem, (mais de um milhão de eletrovolts), utilizados para tratamento de pacientes oncológicos, normalmente, com capacidade para atendimento de 6 pacientes/hora (10 minutos por paciente).

· Os serviços de radioterapia se subdividem em:

· pequeno porte: aqueles capazes de absorver de 300 a 500 novos pacientes ano.

· médio porte: aqueles capazes de absorver de  501 a 1000 novos pacientes ano.

· grande porte: aqueles capazes de absorver 1001 ou mais novos pacientes ano.

· Para a instalação de um serviço de pequeno porte, prevê-se a abrangência de uma população de 500 mil a 715 mil habitantes.

 

Nota 1: Ver Portaria GM/MS nº 3.535, de 02/09/98.

 

2.7.2. MAMÓGRAFO:

· 1/240 mil habitantes.

2.7.3. MÁQUINA PARA DIÁLISE:

· 1/15.000 habitantes (máquina de proporção, em três  turnos).

· 1/30.000 habitantes (outras máquinas, até dois pontos, em três  turnos).

· 1/1 paciente (cicladoras / uso domiciliar).

 

Em cada “ponto de diálise”, podem ser atendidos até 6 pacientes por semana, com utilização máxima do equipamento.

 

 

2ª Feira

3ª Feira

4ª Feira

5ª Feira

6ª Feira

Sábado

1º Turno

A

B

A

B

A

B

2º Turno

C

D

C

D

C

D

3º Turno

E

F

E

F

E

F

Fonte: MS/SAS/DECAS/CGSIAH/2000.

 

Nota 1:  A, B, C, D, E, F correspondem à simulação da escala de pacientes;

Nota 2: 1º, 2º e 3º Turnos correspondem ao período de funcionamento = manhã, tarde e noite respectivamente;

Nota 3: As máquinas recomendadas para TRS devem ser as de proporção e que possuem somente um “ponto”;

 

2.7.4. ÓSTEO-DENSÍMETRO:

· 1/140 mil habitantes.

 

Nota 1. Ver Portaria GM/MS 1.327, de 11/11/99.

 

2.7.5. TOMÓGRAFO POR RAIO X COMPUTADORIZADO:

· 1/100 mil habitantes.

· 1/1.500 leitos de internação em hospital de atenção terciária

 

2.7.6.TOMÓGRAFO POR RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA:

· 1/500 mil habitantes.

· 1/1.500 leitos de internação em hospital de atenção terciária.

 

2.7.7. APARELHO DE ULTRASSONOGRAFIA, RADIOLOGIA SIMPLES (sem contraste) E RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA:

· 1/25.000 habitantes

 

3. PARÂMETROS DE COBERTURA HOSPITALAR

3.1. PARÂMETROS PARA CÁLCULO DA COBERTURA DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR

 

No geral, estima-se que de  7 a 9% da população terá necessidade de internações hospitalares durante o ano, em determinada região. Sendo assim, a fórmula para cálculo das internações hospitalares esperadas numa determinada região e ano, é a seguinte:

 

 

NIHE = Total da População x Parâmetro Recomendado de Internações/ano

100

 

Legenda:

 

NIHE = Número de Internações Hospitalares Esperadas.

 

3.2. FÓRMULA PARA O CÁLCULO DO NÚMERO DE INTERNAÇÕES, POR ESPECIALIDADE, PARA DETERMINADA POPULAÇÃO NO ANO.

 

INTERNAÇÕES POR ESPECILIDADE

FÓRMULA

Cirúrgica

(Pop.x 0,08) x  20%

Clinica Médica

(Pop.x 0,08) x  33%

Cuidados Prolongados (crônicos)

(Pop.x 0,08) x  0,80%

Obstétrica

(Pop.x 0,08) x  20,25%

Pediátrica

(Pop.x 0,08) x  15%

Psiquiátrica

(Pop.x 0,08) x  3,50%

Reabilitação

(Pop.x 0,08) x  1,08%

Tisiologia

(Pop.x 0,08) x   0,13%

Fator de Ajuste *

(pop.x 0,08)  x  6,24%

TOTAL

100%

Psiquiatria Hospital Dia

(Pop.x 0,08) x  0,50%

FONTE: MS/SAS/DECAS/CGCA/2000

 

Observação:  *  Fator de  Ajuste é uma variável que poderá  ser utilizada, em uma especialidade, dividida em algumas ou em  todas,  dependendo de  fatores locais.

 

Nota 1. Para municípios, regiões e estados que, em decorrência da influência de fatores estruturais e/ou epidemiológicos,   apresentam percentuais de cobertura hospitalar diferentes do utilizado na fórmula acima (8%),  deve-se substituir, na fórmula, o coeficiente  ali escolhido pelo  real apurado (0,08 por 0,07 ou 0,09 etc).

 

Nota 3: A média/Brasil, em 1999, de AIH  pagas sobre a população, foi de 7,58%. 

 

COMPARAÇÃO DO PARÂMETRO EXEMPLIFICADO COM A VARIAÇÃO ENTRE AS REGIÕES

 

INTERNAÇÃO POR ESPECIALIDADE

Variação entre as Regiões

Parâmetro

Exemplificado

Unidade de Medida

Cirúrgica

1,39 a 3,4

1,60

% int/pop./ano

Clínica Médica

1,73 a 3,59

2,64

% int/pop/ano

Cuidados Prolongados (Crônico)

0 a 0,06

0,06

% int/pop/ano

Obstétrica

1,18 a 2,01

1,62

% int /pop./ano

Pediátrica

0,7 a 1,53

1,20

% int/pop/ano

Psiquiátrica

0,17 a 0,29

0,28

% int/pop/ano

Reabilitação

0 a 0,02

0,09

% int/pop/ano

Tisiologia

0,003 a 0,03

0,01

% int/pop/ano

Fator de Ajuste*

----------------

0,50

% int/pop/ano

TOTAL

5,1 a 10,93

8,00

% int/pop/ano

Psiquiatria  Hospital Dia

0,005 a 0,07

0,04

% int/pop/ano

 

Observação: * Fator de  Ajuste é uma variável que poderá  ser  utilizada em uma especialidade,  dividida em algumas ou em  todas,  dependendo de  fatores locais.

 

Nota 1: O parâmetro do quadro acima mudará conforme o coeficiente de  internações determinado  pelo gestor na fórmula explicitada no item 3.2.

 

3.3.PARÂMETROS PARA CÁLCULO DA TAXA DE TEMPO DA MÉDIA DE PERMANÊNCIA HOSPITALAR.

O tempo de média de permanência (TMP), é um dos indicadores, usado para definir o rendimento/produtividade/de leitos em cada especialidade.

 

PARÂMETROS PARA CÁLCULO DA TAXA DE TEMPO MÉDIO DE PERMANÊNCIA HOSPITALAR

 

ESPECIALIDADES

VARIAÇÃO ENTRE REGIÕES/1999/AIH´s

PAGAS

PARÂMETRO

UNIDADE DE MEDIDA

Cirúrgica

3,9 a 5,6

4,8

Dias/ano  por internação

Clínica Médica

4,8 a  6,1

5,2

Dias/ano por internação

Cuidados prolongados (Crônicos)

12,4 a 76,8

45,0

Dias/ano por internação

Obstétrica

Parto normal e Cirúrgico

2,0 a 3,5

Média 3,0

 

Dias/ano por internação

Dias/ano por internação

Pediátrica

4,6 a 6,0

6,0

Dias/ano  por internação

Psiquiátrica

Hospital Geral

Hospital Psiquiátrico

31,6 a 52,7

Média 28,0

5,5

40,0

Dias/ano por internação

Dias/ano por internação

Reabilitação

24,6 a 31,7

28,0

Dias/ano por internação

Tisiologia

TBC

TBC C/ Lesões extensas

16,1 a 30,6

Média 21,40

7,0

25,0

Dias/ano por internação

Dias/ano por internação

Psiquiatria Hospital Dia

29,5 a 38,9

35,0

Dias/ano por internação

Fonte: MS/SAS/DECAS/CGSIAH/2000.

 

Nota 1. A média de permanência hospitalar/Brasil/SUS/99 é de 5,98 dias, sendo a maior média registrada a do Rio de Janeiro com 8,92 dias e a menor a do Estado de Rondônia com 3,64 dias.

 

Nota 2: A TMP, em algumas especialidades, no quadro acima,  foi calculada por média ponderada.

 

3.4 NÚMERO DE INTERNAÇÕES/LEITO/ANO, POR ESPECIALIDADE VARIANDO POR TAXA DE OCUPAÇÃO HOSPITALAR.

O Brasil apresentou, em 1999, uma média de 48% de ocupação/leito/ano para o SUS, contra 80 a 85% que seria a média desejável.

Todavia, os percentuais de produtividade hospitalar variam por Hospital, Município, Região e/ou Estado, influenciando, diretamente, na média de ocupação/leito/ano.

 

 

 

ESPECIALIDADES

Número de Internações/Leitos/Ano/ taxa ocupação Hospitalar(TOH)

 

TOH = 48%

TOH = 80%

Cirúrgica

36,5

60,8

Clínica Médica

33,69

56,15

Cuidados Prolongados (Crônico)

3,89

6,48

Obstétrica

58,4

97,33

Pediátrica

29,20

48,66

Psiquiátrica

6,26

10,42

Reabilitação

6,26

10,42

Tisiologia

8,19

13,64

Psiquiatria Hospital Dia

5,01

8,34

Fator de Ajuste *

29,30

48,82

 

Observação: * Fator de  Ajuste é uma variável que poderá  ser  utilizada em uma especialidade,  dividida em algumas ou em  todas,  dependendo de  fatores locais. No exemplo acima, foi usado  5,98 como Tempo de Média de Permanência (TMP) (Média Brasil/ 1999). Quando este coeficiente for aplicado em alguma especialidade deverá ser usada a TMP da respectiva especialidade.

 

Nota 1. Estes cálculos determinam quantas internações, em média, cada especialidade pode gerar por leito, estabelecida uma relação direta com a média de permanência e taxa de ocupação hospitalar.

 

3.5. NECESSIDADE DE LEITOS HOSPITALARES

 

Em linhas gerais, estima-se a necessidade de leitos hospitalares da seguinte forma :

 

a) Leitos Hospitalares Totais =  2,5 a 3 leitos para cada 1.000 habitantes;

b) Leitos de UTI: calcula-se, em média, a necessidade de 4% a 10% do total de Leitos Hospitalares; (média para municípios grandes, regiões, etc.).

c) Leitos em Unidades de Recuperação (pós-cirúrgico): calcula-se, em média de 2 a 3 leitos por Sala Cirúrgica;

d) Leitos para Pré Parto: calcula-se, no mínimo, 2 leitos por sala de Parto.

 

FÓRMULAS PARA CÁLCULO DA NECESSIDADE DE LEITOS EM DETERMINADA REGIÃO, PARA DETERMINADA POPULAÇÃO

 

Para o cálculo da necessidade de leitos hospitalares, deve-se levar em consideração o percentual de internações programadas  pelo gestor sobre a população, a taxa de ocupação hospitalar e o tempo da média de permanência de cada especialidade.

 

CIL = 365  x TOH

TMP

Legenda:

 

CIL = Capacidade de Internações por leito/ano

TMP = Tempo de Média de Permanência

TOH = Taxa de Ocupação Hospitalar (vide item 3.7.2.)

 

LN = NIP

CIL

 

Legenda:

 

LN = Leitos Necessários

NIP = Nº De Internações Programadas

CIL = Capacidade De Internações Por Leito

 

3.6. PARÂMETROS PARA CÁLCULO DA NECESSIDADE DE LEITOS HOSPITALARES, POR CLÍNICA, PARA CADA 1.000 HABITANTES.

 

LEITOS POR ESPECIALIDADE

Variação entre as Regiões

PARÃMETROS RECOMENDADOS

Unidade de Medida

% sobre  Necessidade total de leitos

Número absoluto de leitos sobre total da população

Cirúrgica

0,44 a 0,70

14,99

0,44

Leitos/1.000hab.

Clínica Médica

0,67 a 1,13

26,82

0,78

Leitos/1.000hab.

Cuidados Prolongados (Crônico)

0,02 a 0,18

 

5,62

 

0,16

Leitos/1.000hab.

Obstétrica

0,43 a 0,63

9,49

0,28

Leitos/1.000hab.

Pediátrica

0,45 a 062

14,06

0,41

Leitos/1.000hab.

Psiquiátrica

0,05 a 0,61

15,31

0,45

Leitos/1.000hab.

Reabilitação

0 a 0,01

4,72

0,14

Leitos/1.000hab.

Tisiologia

0,01 a 0,02

0,43

0,01

Leitos/1.000hab.

Psiquiatria Hospital Dia

0,01 a 0,02

2,73

0,08

 Leitos /1.000hab.

Fator de Ajuste*

-----------------------

5,83

0,17

Leitos /1.000hab.

TOTAL

2,07 a 3,38

100

2,92

Leitos/1.000hab.

 

Observação: * Fator de  Ajuste é uma variável que poderá  ser  utilizada em uma especialidade,  dividida em algumas ou em  todas,  dependendo de  fatores locais.

 

Nota 1: Não é aconselhável contratar mais leitos psiquiátricos onde já exista capacidade de 0,45 ou mais leitos/1000 habitantes,  para internação em psiquiatria.

 

Nota 2: Multiplicando-se o percentual de necessidade de leitos pelo número de leitos/1000 habitantes escolhido, tem-se o número real de leitos/1000 habitantes em cada especialidade (mantendo TOH = 48% e TMP do quadro 3.3.

 

3.7. ALGUMAS FÓRMULAS BÁSICAS PARA AVALIAÇÃO HOSPITALAR

 

3.7.1. TAXA DE PRODUTIVIDADE HOSPITALAR (TxPH):

 

 

TxPH = Numero de Internações/ano x Média de Permanência x Número de Leitos existentes/ano x 100

365 dias ao ano

 

 

Legenda: 

 

TPH corresponde à Taxa de Produtividade  Hospitalar

 

3.7.2. TAXA DE OCUPAÇÃO HOSPITALAR (TxOH) :

 

 

TxOH = NPD  X 100

NLD

 

Legenda:

 

NPD = Nº de Pacientes Dia (num período)

NLD = Nº de Leitos   Dia (mesmo período)

 

Nota 1. A Taxa de ocupação média Brasil, em 1999, foi de 48%, sendo 74% no Distrito Federal e 24% no Maranhão.

 

3.7.3. TAXA DE MÉDIA DE PERMANÊNCIA   (TxMP)

 

 

TxMP =  TPD

TPA

Legenda:

 

TPD = Total de Pacientes Dia ( em um Período)

TPA = Total de Pacientes com Alta (mesmo período)

 

Nota 1. O total de pacientes saídos corresponde ao somatório de altas + óbitos + transferências

 

Nota 2. A média de permanência hospitalar no Brasil /SUS, em 1999 foi de 5,98 dias, sendo 8,92 no Rio de Janeiro e 3,64  em Rondônia (1999).

 

3.7.4. TAXA DE MORTALIDADE HOSPITALAR (TxMH)

 

TxMH = NOP  X 100

NAP

 

Legenda:

 

NOP = Numero de óbitos no período

NAP = Numero de altas no período

 

Nota 1. A mortalidade  hospitalar no Brasil, apresenta uma média de 2,63% sendo 4,05% RJ  e 0,88% no MA (1999)

 

3.7.4.1- TAXA  MORTALIDADE OPERATÓRIA  (TxMO)  (até 2%)

 

 

TxMO = NOAC  X 100

TAC

 

Legenda:

 

NOAC = Número de Óbitos ocorridos durante o Ato cirúrgico no período

TAC = Total de Atos Cirúrgicos no mesmo período

 

3.7.4.2 - TAXA DE MORTALIDADE PÓS-OPERATÓRIA (TxMPO) (até 1%)

 

 

TxMPO = NOPO  X 100

NAC

 

Legenda:

 

NOPO = Número de Óbitos ocorridos no Pós Operatório no período

NAC = Número de Atos Cirúrgicos no mesmo período

 

3.7.4.3 - TAXA DE MORTALIDADE MATERNA HOSPITALAR (TxMMH):

 

 

TxMMH = NOO  X 100

NPO

 

Legenda:

 

NOO = Número de Óbitos em Obstetrícia no período

NPO = Número de Pacientes Obstétricos com alta no mesmo período

 

3.7.4.4 - TAXA DE MORTALIDADE NEONATAL HOSPITALAR (TxMNeH)

 

 

TMNeH = NORN  X 100

NNV

 

 

Legenda:

 

NORN = Número de Óbitos de Recém Nato com até 28 dias no período.

NNV = Número de Nascidos Vivos no mesmo período

 

3.7.5. TAXA  DE PACIENTES COM INFECÇÃO HOSPITALAR- TxPIH ( % depende do tipo e complexidade hospitalar)

 

 

TxPIH = NIO  X 100

NAP

 

 

Legenda:

 

NIO = Número de Infecções Ocorridas no período

NAP  = Número de Altas¹ no mesmo Período

 

¹ : Alta = Σ de cura ou melhorado + transferidos + óbito

 

3.7.6. TAXA DE COMPLICAÇÃO HOSPITALAR: ( TxCo)  (até 3% a 4%)

 

 

 

TxCH = NPC  X 100

NAP

 

Legenda:

 

NPC = Número de Pacientes com Complicações no Período

NAP = Número de Altas¹ no mesmo Período

 

¹ : Alta = Σ de cura ou melhorado + transferidos + óbito

 

3.7.7. TAXA DE INTERCORRÊNCIAS OBSTÉTRICAS  (TxIO)  (até 7%)

 

 

TxIO = NIO  X 100

NTP

 

Legenda:

NIO = Número de Intercorrências Obstétricas no Período

NTP = Número Total de Partos no mesmo Período

 

3.7.8 - TAXA DE CESARIANAS ( TxCe)  (até 15% por Estado )

 

TxCe = NPC X 100

NTP

 

Legenda:

 

NPC = Número de Partos Cirúrgicos do período

NTP = Número Total de Partos no mesmo Período

 

Nota 1. A média no Brasil de cesáreas, em 1999, foi de 24,9%  , sendo de 30,1% no Mato Grosso do Sul e de 11,3% no  Amapá .

 

Nota 2. Ver Portaria MS/466 de 14 de junho/2000

 

4. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:

 

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES E ESPECÍFICAS SOBRE ALGUMAS ESPECIALIDADES:

 

A) HEMATOLOGIA (Hemoterapia + Terapia em Hematologia), considerar:

 

· A OMS – (Organização Mundial da Saúde) recomenda que se substitua o doador de reposição (parente ou conhecido de quem está em cirurgia), por doador voluntário e habitual; e que se tenha, como meta, o alcance de 3 a 5% da população, como perspectiva  para diminuir alguns índices abaixo:

· Na triagem clinica, tem-se como média Brasil que 20% dos doadores são excluídos;

A quantidade de bolsas de sangue coletadas, deve ser igual ao número que vai para sorologia;

· Após a triagem de sorologia, são rejeitados de 9,24% a 16,10% do sangue dos doadores (média Brasil, em 1999 = 11,08%);

· Após cumpridas todas as etapas de coleta e preparo, quando o sangue já está armazenado e pronto para ser usado, os serviços, em média, descartam de 20 a 40% (sangue vencido, lipemia, hemólise, icterícia do plasma, etc) do material coletado.

A expectativa é de total aproveitamento dos concentrados de hemácias (CH) e que o descarte

não ultrapasse 5% das bolsas coletadas.

· O uso terapêutico do plasma, normalmente, não excede a 20% do produzido.

Recomenda-se que o plasma excedente; ou seja os 80%, em média, sejam encaminhados à produção de hemoderivados em laboratórios especializados.

 

Para o cálculo de quantidades específicas, de acordo com o tipo de unidade, sugere-se seguir as orientações abaixo:

 

NÚMERO DE BOLSAS DE SANGUE NECESSÁRIAS PARA TERAPIA TRANSFUSIONAL EM UNIDADES HOSPITALARES, POR TIPO DE UNIDADE, NO ANO.

 

TIPO DE UNIDADE HOSPITALAR

TOTAL DE BOLSAS/LEITO/ANO

Hospital sem UTI  e sem Pronto Socorro

3 a 5

Hospital com UTI ou Pronto Socorro

6 a 9

Hospital com UTI e com Pronto Socorro

10 a 15

Hospital com UTI/ Pronto Socorro e Alta Complexidade

16 a 20

Hospital de Referência estadual com Urgência e Emergência/Cirurgia cardíaca

21 a 50

Hospital com leitos de hematologia (hemofilia/hemoglobinopatias/oncologia hematológica)

100

Fonte: MS/PPI estaduais –GGCA - ANVISA

 

Nota 1 Os hospitais que ultrapassarem os limites estabelecidos na tabela, deverão ser avaliados.

 

B) ODONTOLOGIA:

 

As metas  da OMS para 2000, em países em desenvolvimento, foram:

 

· No máximo 3 dentes cariados, perdidos ou obturados, por criança de até 12 anos de idade;

· 50% das crianças entre 5 e 6 anos, devem estar livres de cáries;

· 85%  dos indivíduos  com 18 anos devem apresentar todos os dentes;

· 50% de redução do edentulismo (ausência de dentes), na população entre 35 e 44 anos;

· Redução de 25% no nível de edentulismo na população com 65 anos ou mais.

 

C) OFTALMOLOGIA:

 

· Para cirurgias oftalmológicas, calcular 0,57% do total de consultas (não só as oftalmológicas), e deste total, espera-se:

a) Cirurgias de Catarata: 65%;

b) Outras cirurgias oftalmológicas: 35%

 

Para cada cirurgia deve-se calcular, em média, 4 consultas (pré e pós operatório ). 

Quando instituída a avaliação oftalmológica em escolares, deve-se considerar que, aproximadamente 8% dos consultados, necessitarão de óculos e 5% apresentarão outros problemas oftalmológicos. Estes percentuais podem variar de acordo com as regiões do país.

 

D) ONCOLOGIA:

 

De acordo com o INCA – Instituto Nacional do Câncer do Ministério da Saúde, estima-se que o câncer acomete de  0,13% a 0,24% da população, anualmente.

Deste total, estima-se que 18% dos casos de Câncer no Brasil, são de pele, não melanótico, de fácil diagnóstico e de baixo custo de tratamento.

 

· Quimioterapia (QT) e Hormônioterapia (HT):

 

A estimativa é de que 70% dos doentes de Câncer  serão tratados com quimioterapia, em algum momento da evolução da sua doença.

A média/Brasil é de 6 meses de tratamento/paciente; sendo no mínimo 03 e no máximo 30 meses para QT.

 

Exemplo:

 Na prevalência de 0,24% para uma população de 100.000 habitantes:

· Incidência de 240 casos  por ano;

· Equivalência de 20 casos (pacientes)/mês;

· 14 casos de quimioterapia/mês (70%)

 

Para avaliar a relação de procedimentos de QT entre criança e adolescente/adulto, considerando-se 100% dos casos de Câncer totalmente atendidos, utiliza-se como parâmetro a proporção 1/16;  ou seja, uma criança ou adolescente para 16 adultos (terminologia utilizada na Tabela de Procedimentos Quimioterápicos do SUS) .

As finalidades nos tratamentos oncológicos podem ser: curativa, paliativa, adjuvante ou prévia (neoadjuvante).

 

Hormonioterapia (exemplos de tratamento):

 

· Adjuvantes-(Carcinoma de mama) tratamento de 03  a 60 meses (a maioria dos pacientes com tratamento de 2 anos);

· Paliativa – (Carcinoma de mama, endométrio e próstata) de 03 a 120 meses.(a maioria dos pacientes com tratamento de 4 anos).

No carcinoma de mama podem ser usadas até duas finalidades (adjuvante e paliativa), não concomitantes.

No carcinoma de próstata e endométrio com somente a finalidade paliativa.

Na quimioterapia e hormônioterapia  adjuvantes há somente uma linha (tipo de esquema terapêutico)  de tratamento, enquanto nas  paliativas podem ocorrer até 3 linhas terapêuticas.

 

· Radioterapia:

Estima-se que 60% dos doentes de Câncer serão tratados com Radioterapia em algum momento da evolução da sua doença.

No tratamento com irradiação, o quantitativo mais comum é 54 campos/paciente em 23 dias, o que corresponde à média de 2,3 campos/paciente/dia.

Um paciente pode ser irradiado em até 3 áreas concomitantes.

 

· Consultas oncológicas:

Referem-se ao número de consultas que qualificam o atendimento, após instituído o tratamento oncológico.

 

Paciente em tratamento:

· 1 consulta ao mês/quimioterapia

· 1 consulta semana/radioterapia

 

Paciente pós-tratamento:

·  até 6 meses - 1  consulta mensal

· do 7º ao 18º mês -1 consulta trimestral

· do 19º ao 36º mês -1 consulta semestral

· Após o 36º mês  -1 consulta anual.

 

Nota1: Ver Portaria GM/MS nº 3535 de 02/09/98 e DATASUS, www.datasus.gov.br Bases Técnicas para autorização de procedimentos em alta complexidade/APAC Oncologia e SAS w3.saude.gov.br/mweb/homesas.htm -SUS Onco (informe mensal)

 

E)  PATOLOGIA E RADIODIAGNÓSTICO:

 

Os municípios que não estão desenvolvendo, rotineiramente, ações de controle dos Diabetes, Hipertensão, Pré-natal, etc, deverão programar percentuais de exames inferiores ao mínimo recomendado.

Os percentuais recomendados em Patologia Clínicos de 30% a 50% devem ser empregados pelos gestores que disponibilizam para a população, todos ou quase todos os tipos de exames laboratoriais (grupo 11) e de 5% a 8% para radiodiagnóstico (grupo 13) da tabela do SIA-SUS.

Para o cálculo do número de exames de Densitometria óssea  necessário, considerar que no  acompanhamento dos casos de osteoporose, recomenda-se um exame anual por paciente.

 

F) TERAPIA RENAL SUBSTITUTIVA (Diálise):

 

De acordo com estudos sobre os dados da OMS e especialistas da área, estima-se que 40 pacientes/100.000habitantes/ano, necessitarão desta terapia. Este parâmetro aplica-se a paises em desenvolvimento e relaciona-se diretamente com a expectativa de  vida  ao nascer  de paises ou regiões Após atendida toda a demanda, estima-se o acréscimo anual,  em 10% sobre o numero de pacientes dializados (considerados óbitos e pacientes novos).

A PT GM/MS/Nº 82 de 03/01/2000, que estabelece o regulamento técnico para o funcionamento dos serviços de diálise e as normas para cadastramento destes, junto ao SUS, considera o ingresso do paciente no tratamento dialítico, por indicação médica, mediante avaliação clínica e quando o seu exame laboratorial detectar o valor igual ou inferior a 10ml/min para depuração do “clearence”  da creatinina .

Os pacientes que apresentarem, no exame, valores maiores, poderão entrar em tratamento com justificativa médica especial, encaminhada ao Gestor do SUS.

O SUS, em 1999 pagou 96% das Diálises em pacientes/Brasil contra  4% financiados por outras fontes.

Dos pacientes em tratamento dialítico no Brasil, em 1999, a distribuição por procedimento, apresentou os seguintes percentuais: Hemodiálise: 90%; CAPD: 7%; DPA: 2% e DPI: 1%.

 

G) RAZÃO DE ALGUNS  RECURSOS HUMANOS POR HABITANTE

 

· Médico por habitante. 1/1000 hab.

- Médico generalista por habitante - 0,8/1000 hab.

- Médico especialista por habitante - 0,2/1000 hab.

 

· Odontólogo por habitante. - 1/1.500 a  5.000 hab.

· Enfermeiro - vide nota nº 2

· Equipe do Programa de Saúde da Família - 1/750 a 1000 famílias

· Equipe do Programa de Agentes Comunitários - 1/150 a 250 famílias

 

Nota 1:  Programa de Saúde da Família (PSF) e o Programa de Agentes Comunitários (PACS) : Ver Portaria GM 1.886, de 18/12/97 e subseqüentes ou consultar site  www.saude.gov.br/sps/.

Nota 2: Para dimensionamento da necessidade de profissionais da área de  enfermagem, a Resolução COFEN  nº 189/96, dispõe que deverá ser consideradas, entre outras,  as características relativas à instituição/empresa; à missão; porte; estrutura organizacional e física; tipos de serviços e/ou programas; tecnologia e complexidade dos serviços e/ou programas .

 

G.1) CAPACIDADE DE PRODUÇÃO, EM CONSULTAS,  DE ALGUNS RECURSOS HUMANOS NA  ÁREA DE SAÚDE:

 

Recursos Humanos

Carga Horária Semanal

Atendimentos

Assistente Social

30 horas

03 consultas/hora

Enfermeiro

30 horas

03 consultas/hora

Fisioterapeuta

30 horas

4,4 atendimentos/hora

Médico

20 horas

04 consultas/hora

Nutricionista

30 horas

03 consultas/hora

Odontólogo

20 horas

03 consultas/hora

Psicólogo

30 horas

03 consultas/hora

Psiquiatra

20 horas

03/consultas/hora

 

Nota 1.: Os dados acima, podem sofrer variações de acordo com convenções sindicais,  dissídios coletivos das respectivas categorias profissionais  e/ou adoção de políticas de saúde específicas, pelo gestor.

 

H) AGRUPAMENTOS DEMOGRÁFICOS PARA  PROGRAMAÇÃO  ASSISTENCIAL:

 

Para programação de ações e  serviços de saúde sobre a população, sugere-se elaborar alguns agrupamentos demográficos, variáveis por faixas etárias específicas, raça, sexo, local de residência, etc.

Para programação de Consultas Médicas, por exemplo, poder-se-á utilizar o seguinte agrupamento:

População Menor de 1 ano Þ aproximadamente 3% da população geral;

População de 1 a  4 anos Þ  aproximadamente 7% da população geral;

População de  5 a 14 anos Þ aproximadamente 20% da população geral;

População de 15 a 44 anos Þ aproximadamente 50% da população geral;

População de 45 a 59 anos Þ aproximadamente  12% da população geral;

Maiores de 60 anos Þ aproximadamente 8% da população geral;

 

Nota 1: Os percentuais acima podem sofrer variações decorrentes de fatores tais como: redução da taxa de natalidade; agravos específicos por grupos populacionais, fatores epidemiológicos,etc; portanto, sugere-se avaliar as especificidades locais. 

 

I) SISTEMA DE ATENÇÃO MÉDICA SUPLETIVA :

 

Segundo Eugênio Vilaça Mendes¹, pode se considerar, que em média, 28% da população, principalmente urbana utiliza o Sistema de Atenção Médica Supletiva – SAMS¹  (Cooperativas, Planos  ou Seguro de Saúde); destes, mais de 70%  são patrocinados por empresas (total ou parcialmente)  e menos de 30%, por opção .

Outro estudo mostra, que em média, os Planos de Saúde têm 1.4 dependentes por plano.

Considerando a abrangência dos contratos, outro estudo mostra que 91,7%  dos SAMS¹ (exceto Planos Odontológicos) incluem: consulta, exames complementares e internações hospitalares.

Outro fator quase nunca considerado, é o Sistema de Desembolso Direto -SDD¹ (medicina   liberal) que pelo IBGE/PNAD, em 1994 atingia 33,9% da população; em 1996 atingia 29,4% e em 1998, atingia 24,2%, com movimentação financeira semelhante ao SUS e ao Sistema de Atenção Médica Supletiva¹.

Sugere-se, portanto, que ao se definir o perfil assistencial de um determinado município, região, estado, etc. leve-se em consideração a importância de se pesquisar qual, realmente é a população local adstrita ao Sistema de Atenção Médica Supletiva.  

 

J) ACESSO E UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE:

 

Segundo a PNAD/IBGE/1999, estimava-se em 112,6 milhões (71,2% da população brasileira), o número de pessoas que tinham um serviço de saúde de uso regular. Dentre os serviços de uso regular, em ordem de importância, apareceram:

 

Posto ou Centro de Saúde: 41,8%

Ambulatório de Hospitais: 21,5%

Consultório Particular: 19,7%

Ambulatório ou Consultório de Clínica: 8,4%

Pronto Socorro: 4,8%

Farmácia: 2,2%

Ambulatório de Empresa ou Sindicato: 1,5%

Agentes Comunitários: 0,1%

 

L) PERFIL DE SEGMENTO/ USUÁRIOS SUS POR REGIÃO:

 


CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÕES

ESTRUTURA AGREGADA NA ORDEM DE 3 DÍGITOS

 

SUS

Total

Norte/Centro Oeste

Nordeste

Sul

Sudeste

Exclusivo

39%

39%

51%

32%

33%

Freqüente

20%

20%

23%

17%

19%

Eventual

21%

16%

13%

31%

26%

Não Usuário

15%

16%

9%

15%

20%

Sem informação

5%

-

-

-

-

Fonte:IBOPE – Pesquisa Nacional com cotas proporcionais (sexo, idade, atividade e localização geográfica.1998.

 

¹ MENDES, Eugênio.V.. O Sistema de Saúde no Brasil: Situação Atual e Perspectiva. 1998.

 

M) NÚMEROS DE LEITOS/HABITANTE/ANO:

 

a) Os parâmetros de cobertura hospitalar (necessidade de leitos) referem-se aos leitos SUS + os leitos SAMS (Sistema de Atenção Médica Supletiva)  + leitos SDD ( Sistema de Desembolso Direto) ;

b) Hospitais locais ou Unidades Básicas de Internações (clínicas básicas: médica, ginecológica, obstétrica, pediátrica) atendido por médico generalista ou especialista nestas áreas, têm como parâmetro, 2 leitos/1000/hab. na área urbana da sede do Município, mais 1 leito/1000hab. na área rural;

c) Hospitais Regionais (Clínicas Básicas mais especialidades consideradas estratégicas e necessárias para a área programática (área geográfica da Programação). O parâmetro de 2 leitos/1000hab.na área urbana da sede, mais 1 leito por 1000hab. na área rural da sede, mais 1 leito/1000hab. nas outras áreas urbanas atingidas, e mais 0,5 leitos/1000hab. nas outras  áreas rurais atingidas.

Em conceitos mais recentes, a classificação de hospitais. por porte, (acima de 20 leitos), deve levar em consideração o numero de leitos, leitos de UTI, tipos de leitos de UTI, procedimentos de alta complexidade que realiza, se possui atendimento de urgência/emergência, atendimento a gestante de alto risco e quantidade de leitos cirúrgico como itens mínimos de avaliação.

A média Brasil de leitos cadastrados no SIH/SUS/99 / 1.000 habitantes é de 2,57, apresentando a variação de 4,35 no Maranhão e 1,64 no Pará.

Cerca de 86% do total dos leitos hospitalares dos prestadores do Sistema Único de Saúde estão cadastrados no SIH/SUS: (1999).

Quanto aos leitos de U T I, a média Brasil (SIH/SUS) está em torno de 2,64% dos leitos cadastrados, variando de 5,54% no Rio Grande do Sul e 0,22% em Rondônia.(1999), segundo a fonte MS/SAS/DECAS/CGCAH/2000-Assistência Hospitalar SUS.

 

Referências Bibliográficas:

 

1. BORGES, Delano &  MOURA  FILHO, José Francisco. Parâmetros para Recursos Humanos para Unidades Médico -Assistenciais. Rio de Janeiro, R.J.: 1980

2. BRASIL. Ministério da Previdência e Assistência Social.Portaria GM nº 3046. Brasília, DF:1982.

3. BRASIL. Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Manual de Definição dos Indicadores e Parâmetros Médicos Hospitalares. Brasília, D.F.: 1986.

4. BRASIL. Ministério da Previdência e Assistência Social. Enfermagem. Contribuição Para um Cálculo de Recursos Humanos. Rio de Janeiro, R.J : 1988.

5. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 1158. Brasília, DF:1997.

6. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 1230. Brasília, DF: 1998.

7. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 3295. Brasília, DF: 1998.

8. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 3408. Brasília, DF: 1998

9. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 3535. Brasília, DF: 1998.

10. MENDES, Eugênio.V. O Sistema de Saúde no Brasil. OPAS. Brasil: 1998.

11. BRASIL. IBGE. Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio – PNAD. Brasília, DF: 1998.

12. BRASIL. IBOPE. Pesquisa Nacional com cotas proporcionais (sexo, idade, atividade e localização geográfica. Brasília, DF: 1998.

13. BRASIL. OPAS-OMS. A Saúde no Brasil. Brasília, DF: 1998.

14. USA. OPAS. La Salud em lãs Américas, vol. I e II. Washington, D.C.:1998.

15. BRASIL. OPAS. O Perfil do Sistema de Serviços de Saúde no Brasil. Brasília, DF: 1998.

16. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria SAS nº 35.    Brasília, DF: 1999.

17. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 832.    Brasília, DF: 1999.

18. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 1327.  Brasília, DF: 1999.

19. BRASIL. Ministério da Saúde. Gerência Geral de Sangue e Hemoderivados, ANVISA. Brasília, DF: 1999.

20. BRASIL. UFRS. Activity – Based Casting  (ABC) (Tese de Mestrado). Porto Alegre, RS: 1999.

21. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 12.      Brasília,DF: 2000.

22. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 82.      Brasília,DF: 2000.

23. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 466.    Brasília, DF: 2000.

24. BRASIL. Gazeta Mercantil, UNICAMP/NEPP. Campinas, SP : 2000.

25. DEL VIGNA, Eugênio, F.  Planejamento de um Serviço de Radioterapia. Instituto de Radioterapia do Hospital Belo Horizonte. Belo Horizonte. MG:2000.

26. BRASIL. Gazeta Mercantil, UNICAMP/NEPP, Estudo Francês/Plassais. Campinas, SP : 2000.

27. BRASIL. Ministério da Saúde. As Condições de Saúde no Brasil – Retrospectiva 79 a 95. Brasília, DF: 2000.

28. BRASIL. Ministério da Saúde/FUNASA. Informe Epidemiológico do SUS, vol. 9, nº 1 e 2. Brasília, DF: 2000.

29. BRASIL. Ministério da Saúde. O Setor  Saúde e o Complexo de Saúde no Brasil, vol. 1 e 2 (pesquisa UNICAMP/NEPP. Brasília, DF: 2000.

30. BRASIL. Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro. Diretrizes Para Reorganização, Reorientação e Acompanhamento da Assistência Oncológica, Rio de Janeiro, R.J. : 2000.

31. USA. OPAS/OMS. Situación de Salud en Las América. Washington, D.C.: 2000.

32. BRASIL. Ministério da Saúde/OPAS/RIPSA.. Indicadores e Dados Básicos – IDB. Brasília, DF: 1997/1998/2000.

33. BRASIL. Ministério da Saúde. SUS Descentralização. Brasília, D.F.: 2000.

34. SESSO, Ricardo. Inquérito Epidemiológico em Unidades de Diálise/Brasil. SBN. Jornal Brasileiro de Nefrologia , suplemento JBN, 22/6. 2000.

35. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 1158.  Brasília, DF:2001.

36. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 1886.  Brasília, DF:2001.

37. BRASIL. IPEA/OPAS. Medindo as Desigualdades de Saúde no Brasil (Monitoramento). Brasília, DF: 2001.

38. BRASIL. Ministério da Saúde/INCA. Estimativas da Incidência de Mortalidade por Câncer no Brasil.Brasília, DF: 2000/2001.

39. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 95. Brasília, DF: 2001.

40. BRASIL. OPAS/OMS/IPEA. Medindo as Desigualdades Em Saúde no Brasil. Brasília, D.F.: 2001.

41. BRASIL. Ministério da Saúde/FUNASA/OPAS. Epidemiologia das Desigualdades de Saúde no Brasil. Brasília, D.F.: 2001.

42. BATISTA, Paulo, Lopes, Antônio & outros. Estudo Epidemiológico Brasileiro sobre Terapia Renal Substitutiva. Patrocínio: Ministério da Saúde & Hospital São Rafael de Salvador. 2001.