Portaria nº 1.013 de 23 de Dezembro de 2002
O
Secretário de Assistência à Saúde, no uso de suas atribuições legais,
Considerando
a necessidade de estabelecer Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para
o tratamento da Espasticidade Focal Disfuncional, que contenha critérios de
diagnóstico e tratamento, observando ética e tecnicamente a prescrição médica,
racionalize a dispensação dos medicamentos preconizados para o tratamento da
doença, regulamente suas indicações e seus esquemas terapêuticos e estabeleça
mecanismos de acompanhamento de uso e de avaliação de resultados, garantindo
assim a prescrição segura e eficaz;
Considerando
a Consulta Pública a que foi submetido o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas
– Espasticidade Focal Disfuncional, por meio da Consulta Pública SAS/MS nº
11, de 05 de novembro de 2002, que promoveu sua ampla discussão e possibilitou
a participação efetiva da comunidade técnico científica, sociedades médicas,
profissionais de saúde e gestores do Sistema Único de Saúde na sua formulação;
Considerando
as sugestões apresentadas ao Departamento de Sistemas e Redes Assistenciais no
processo de Consulta Pública acima referido, resolve:
Art.
1º - Aprovar o PROTOCOLO CLÍNICO E
DIRETRIZES TERAPÊUTICAS - ESPATICIDADE FOCAL DISFUNCIONAL – Toxina Tipo A de Clostridium
Botulinum, na
forma do Anexo desta Portaria.
§
1º - Este Protocolo, que contém o conceito geral da doença, os critérios de
inclusão/exclusão de pacientes no tratamento, critérios de diagnóstico,
esquema terapêutico preconizado e mecanismos de acompanhamento e avaliação
deste tratamento, é de caráter nacional, devendo ser utilizado pelas
Secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, na
regulação da dispensação dos medicamentos nele previstos.
§
2º - As Secretarias de Saúde que já tenham definido Protocolo próprio com a
mesma finalidade, deverão adequá-lo de forma a observar a totalidade dos critérios
técnicos estabelecidos no Protocolo aprovado pela presente Portaria;
§ 3º - É obrigatória a observância
deste Protocolo para fins de dispensação do medicamento nele previsto;
§
4º - É obrigatória a cientificação do paciente, ou de seu responsável
legal, dos potenciais riscos e efeitos colaterais relacionados ao uso do
medicamento preconizado para o tratamento da Espasticidade Focal Disfuncional, o
que deverá ser formalizado através da assinatura do respectivo Termo de
Consentimento Informado, conforme o modelo integrante do Protocolo.
Art.
2º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
RENILSON
REHEM DE SOUZA
Secretário
ANEXO
Protocolo
Clínico e Diretrizes Terapêuticas
Espasticidade
Focal Disfuncional
MEDICAMENTO:
Toxina Tipo A de Clostridium
Botulinum
1.
Introdução
A
espasticidade e suas desordens motoras relacionadas são caracterizadas por uma
hiperatividade disfuncional muscular que contribui para dor e incapacidade,
sendo um distúrbio freqüente nas lesões congênitas ou adquiridas do sistema
nervoso central (SNC), afetando milhões de pessoas em todo o mundo1.
A definição mais aceita da espasticidade é que se trata de uma desordem
motora caracterizada pelo aumento do reflexo tônico de estiramento velocidade
dependente, com exacerbação dos reflexos tendinosos, resultado do aumento
reflexo de estiramento, como um dos componentes da síndrome do neurônio motor
superior2,3.
A
hipertonia espástica é uma das conseqüências mais incapacitantes dos
traumatismos crânio-encefálicos (TCE), acidentes vasculares cerebrais (AVC),
paralisia cerebral, traumas raquimedulares, doenças degenerativas medulares e
lesões por anóxia cerebral. Compromete 67% dos portadores de lesão medular4,
60% dos portadores de paralisia cerebral5,
84% dos portadores de TCE6. Está
associada à redução do estado funcional em grande proporção de pacientes
com AVC7.
Prejudica
o uso funcional dos sistemas motores, limita a amplitude de movimento articular
e provoca dor. Ela pode causar
aumento da incapacidade por afetar o posicionamento confortável do indivíduo e
prejudicá-lo nas tarefas de vida diária, como alimentação, locomoção,
transferências, cuidados de higiene e mesmo o dormir. Quando não tratada,
causa contraturas, rigidez, luxações, dor e deformidades. A hiperatividade
muscular também está associada a um aumento do gasto energético metabólico.
Existem alguns aspectos positivos da espasticidade. Ela pode manter o tônus e a
massa muscular. O aumento da massa muscular sobre certas proeminências ósseas
diminui o risco de escaras, e da incidência de osteoporose bem como auxilia no
esvaziamento reflexo da bexiga e do intestino neurogênico. Por aumentar o tônus
muscular, pode estabilizar articulações,
melhorando a postura e auxiliando no sentar e nas transferências. A
espasticidade não é uma situação clínica para ser completamente eliminada,
mas, sim, modulada.
Quatro
princípios devem ser levados em consideração no tratamento da espasticidade:
·
não existe um tratamento de cura definitiva da lesão;
·
o tratamento apresenta múltiplos enfoques visando a diminuição da
incapacidade;
·
o tratamento deve estar inserido em um programa de reabilitação;
·
o tempo de tratamento deve ser baseado na evolução funcional.
O uso
da toxina botulínica (TBA) na
espasticidade iniciou há mais de uma década, porém os estudos iniciais, na
sua maioria, envolviam múltiplos diagnósticos, músculos isolados, doses
baixas e fixas e instrumentos não validados para medida de tônus e seguimento.
Mais recentemente, vêm sendo realizados estudos8-10
com padrões de músculos injetados mais definidos, combinações de sinergistas,
doses maiores, diluição padrão, seleção mais adequada de pacientes e
utilização de técnica de localização. Outro aspecto importante foi a
melhora na descrição dos seguimentos com incorporação de metas específicas
para pacientes e medidas fisiológicas11.
Crianças
com paralisia cerebral têm a hipertonia espástica como uma de suas características
e um de seus problemas funcionais. Correlação entre a progressão das
deformidades e o prognóstico cirúrgico e funcional já foi demonstrada12-14. A maioria dos estudos placebo-controlados em crianças com
espasticidade em membros inferiores demonstrou melhora da marcha, do gasto energético
e diminuição do tônus. Os efeitos colaterais geralmente são limitados à dor
no local da injeção15-21. Mais
recentemente, estudos mostraram os mesmos benefícios em membros superiores22-28.
Nos
paciente com TCE e AVC existem evidências, baseadas em estudos multicêntricos
controlados randomizados, dos benefícios da TBA nos membros superiores21,29-35
e inferiores, com aumento da velocidade da marcha, diminuição do tônus, redução
da dor, melhora funcional e diminuição do clônus8,36-38. Nos pacientes com esclerose múltipla e traumatismo
raquimedulares, ocorreram redução da dor, aumento da amplitude articular e
maior facilidade para higiene39,40.
2.
Classificação CID 10
•
G81.1 – Hemiplegia espástica
·
G80.0 – Paralisia cerebral espástica
·
G25.0 – Esclerose múltipla
·
G82.1 – Paraplegia espástica
·
G82. – Tetraplegia espástica
·
I69.- – Seqüela de doenças cerebrovasculares
·
T90.- – Seqüela de traumatismo da cabeça
3. Diagnóstico
O diagnóstico
é clínico baseado em sinais presentes nos portadores de lesão do SNC. O
quadro é variável, dependendo da localização, gravidade e tempo de instalação
da lesão. A espasticidade manifesta-se por aumento do tônus associado a outros
sinais clínicos da disfunção do movimento nas síndromes do neurônio motor
superior.
a)
Sintomas positivos
Espasticidade
·
Aumento do reflexo de estiramento
·
Aumento dos reflexos tendinosos profundos
·
Clônus (descarga repetitiva do reflexo de estiramento)
Liberação
dos reflexos flexores
·
Sinal de Babinski
·
Sinergismos em massa
b)
Sintomas negativos
·
Perda da destreza dos dedos
·
Fraqueza
·
Inadequação do recrutamento na geração de força
·
Lentidão dos movimentos
·
Perda do controle seletivos dos músculos e segmentos
·
Alterações da visco elasticidade do músculo espástico
·
Alteração na flexibilidade
·
Atrofia
·
Contratura
·
Fibrose
4. Critérios
de Inclusão
4.1.
Clínicos
Serão
incluídos no protocolo de tratamento:
·
portadores de espasticidade decorrente de uma das doenças listadas no item 2 (classificaçãoCID
10);
·
portadores de hiperatividade muscular de agonistas ou antagonistas de forma
focal (músculos localizados) ou regional (grupos musculares), que produza
comprometimento da função (atividades de vida diária) ou dor;
·
pacientes que apresentarem falha dos métodos conservadores (exercícios, órtese
de posicionamento e medicação antiespástica) na manutenção da amplitude de
movimento com risco de deformidade;
·
pacientes com sensibilidade tátil e dolorosa na região em que será utilizada
a medicação;
·
pacientes que mostrarem efeitos adversos, falha ou contra indicação da medicação
oral no controle da espasticidade;
·
pacientes ou familiares capazes de assegurar que o seguimento do tratamento será
mantido e que a monitorização dos efeitos adversos será adequadamente
realizada tanto pela família como pelo médico prescritor, e que se submeterá
aos procedimento de reabilitação complementares prescritos pelo médico (cinesioterapia,
órteses ou outro)
4.2.
Exames subsidiários - Fichas de Avaliação Médica
Para
serem incluídos neste protocolo os pacientes devem ser adequadamente avaliados
por seus médicos, especialmente quanto aos seguintes aspectos: tônus muscular
e sua distribuição, freqüência de espasmos, reflexos tendinosos profundos,
objetivo do uso da medicação e plano de aplicação. A reaplicação dependerá
de justificativa clínica vinculada aos planos anteriores demonstrando benefícios
do medicamento.
Os
instrumentos a serem utilizados serão:
·
para avaliação do tônus muscular: Escala Modificada de Ashworth41-43
·
para avaliação da dor: Escala Visual de Analogia de Dor44
·
para avaliação dos espasmos: Escore de freqüência de espasmos5
·
para avaliação dos reflexos tendinosos: Escore de reflexos45
·
descrição do padrão de espasticidade presente e a ser tratado46
5. Critérios
de exclusão
Serão
excluídos todos os pacientes que apresentarem pelo menos um dos itens abaixo:
·
lesões medulares (pós-traumática,
infecciosa etc) com nível completo e espasticidade que necessite manejo abaixo
do nível de lesão;
·
hiperatividade muscular e severo déficit sensorial, sem que se espere recuperação
(estado vegetativo - acamamento crônico);
·
presença de fatores exacerbadores do tônus não controlados: infecção urinária,
escara, órteses mal adaptadas ou outro tipo de infecção ou situação clínica
que possa estar relacionada;
·
calcificação heterotópica (miosite ossificante) produzindo anquilose na
articulação em que atuam os músculos que planejam ser injetados;
·
impossibilidade de dar seguimento ao acompanhamento médico e de manutenção
dos cuidados de reabilitação para atingir as metas propostas;
·
perda definitiva de amplitude articular por contratura fixa;
·
hipersensibilidade a um dos componentes da neurotoxina;
·
doenças da junção neuromuscular;
·
desenvolvimento de anticorpo contra a toxina;
·
gestação ou amamentação.
6.
Tratamento
O manejo
da espasticidade deve fazer parte do planejamento
para o manejo da disfunção neuromotora. O médico deverá utilizar guia
de eletromiografia ou estimulação elétrica para aplicação da medicação,
principalmente em obesos e crianças e também na musculatura do antebraço. Nos
grandes grupos musculares dos membros inferiores, poderá ser utilizado guia de
localização topográfica.
6.1.
Fármaco
Existem
duas apresentações comerciais de toxina botulínica, com formas de
armazenamento, diluição e dose distintas. O médico deverá conhecer suas
similiariedades e diferenças, pois há controvérsias na literatura sobre a
equivalência das apresentações.
As
unidades de uma toxina são exclusivas para aquele produto, não existem
unidades-padrão internacionais, as unidades de uma preparação não são
intercambiáveis com as de outras que contenham toxina botulínica. Serão
utilizadas as nomenclaturas toxina botulínica A tipo 1 –TBA1 (1U =
DL50 0,04ng apresentação
100U/frasco); e toxina botulínica A tipo 2 – TBA2 (1U = DL50
; 0,025ng frasco/500U) cujas
características são apresentadas no quadro abaixo.
Características
das apresentações comerciais da TBA
|
|
Toxina
botulínica A tipo 1 |
Toxina
botulínica A tipo 2 |
|
Apresentação
|
Pó
seco a vácuo |
Pó
liofilizado injetável |
|
Envase |
A vácuo |
Congelado |
|
Tamanho
do frasco |
10
ml |
3 ml |
|
Composição |
0,5mg
de albumina humana +
0,9mg de NaCl |
0,125mg
de albumina humana + 2,5mg de lactose |
|
Tamanho
do complexo protéico |
900
k-D |
150-500
k-D |
|
Quantidade
de proteína/ frasco |
4,8ng |
12,5ng |
|
1U
= DL50 |
0,04ng |
0,025ng |
|
Armazenagem
pré-diluição |
2
– 8º C |
4
– 8º C (geladeira) |
|
Armazenagem
pós-diluição |
4
– 8º C (geladeira) |
4
– 8º C (geladeira) |
|
Tempo
de validade pré-diluição |
24
meses |
12
meses |
|
Tempo
de validade pós-diluição |
4
horas |
4
horas |
6.2.
Esquema de administração
A TBA é
injetada localmente em músculos conforme planejado pelo padrão motor descrito.
O efeito dura entre 6 semanas e 6 meses, com,
tempo médio entre 3 e 4 meses.
Dose:
·
Adultos: dose máxima por sessão de aplicação:
·
TBA 1: de 400 a 600 U
·
TBA 2: 1000 a1500 U
·
Crianças: dose máxima por sessão de aplicação:
·
TBA 1: 12 U/kg ou 400 U
·
TBA 2: 20 U/Kg ou 1000U
·
Dose máxima por músculo grande por injeção:
·
TBA1 3-6 U por kg
·
TBA2 9-18 U por kg
·
Dose máxima por músculo pequeno por injeção:
·
TBA1: 1-2 U por kg
·
TBA2: 3-6 U por kg
Recomendações
para manutenção da resposta terapêutica:
·
evitar o desenvolvimento de anticorpos não fazendo aplicações com intervalos
de menos de 3 meses;
·
utilizar a menor dose eficaz na primeira aplicação, a partir da avaliação clínica
da intensidade da espasticidade, do peso do paciente, do tamanho do músculo e
dos números de músculos a serem injetados;
·
prolongar o intervalo entre as reinjeções ao máximo possível, enquanto
perdurar o ganho terapêutico; a reinjeção quando necessária, deverá,
respeitar um intervalo mínimo de 3 meses;
·
quando não houver resposta terapêutica e suspeita da formação de anticorpos
realizar o teste “ensaio de anticorpo no músculo frontalis”47.
Contra-indicações
para bloqueio neurolítico com TBA:
·
absolutas- alergia conhecida ao medicamento, infecção no local de
aplicação, gravidez, lactação, doença neuromuscular associada (doenças do
neurônio motor, miastenia gravis, doença de Eaton-Lambert), uso
de potencializadores como aminoglicosídeos.
·
relativas: coagulopatia associada, falta de colaboração do paciente
para o procedimento global.
Complicações:
·
relativas ao procedimento: dor,
hematoma, infecção local.
·
relativas ao efeito da toxina: alergia (anafilaxia não descrita),
atrofia focal, alterações da sudorese, sensação de perda de força, formação
de anticorpos.
Técnica
de aplicação:
·
utilizar sempre solução salina sem conservantes e soro fisiológico a 0,9%
para a diluição;
·
evitar o borbulhamento ou a agitação do conteúdo do frasco durante a diluição
e recuperação do medicamento para a seringa de injeção;
·
respeitar um tempo mínimo de 3 meses entre as aplicações para diminuir o
risco da formação de anticorpos.
Observações:
·
as injeções repetidas são indicadas e modificadas de acordo com o resultado
terapêutico obtido;
·
a aplicação pode ser feita sob eletroestimulação e/ou eletromiografia de
modo a confirmar a localização da agulha no músculo a ser injetado com precisão,
especialmente nos de difícil acesso no antebraço e em obesos;
·
a técnica de aplicação em múltiplos pontos parece promover melhores
resultados. Em músculos grandes ou distais, deve-se injetar em pelo menos 2
pontos;
·
pode-se injetar mais de um músculo no mesmo procedimento, desde que as doses de
medicamento disponíveis sejam adequadas para cada músculo injetado;
·
a critério médico, o procedimento deve ser realizado sob sedação ou
anestesia geral, principalmente em crianças.
Doses
de referência por músculo
|
Músculo |
TBA1
(U) |
TBA2
(U) |
|
Pectoralis
magnus |
25-100 |
100-400 |
|
Deltóide |
25-100 |
100-400 |
|
Bíceps
brachii |
50-100 |
200-400 |
|
Brachioradialis |
25-75 |
100-300 |
|
Brachiallis |
25-50 |
100-200 |
|
Flexor
carpi radialis |
10-50 |
40-200 |
|
Flexor
carpi ulnaris |
10-50 |
40-200 |
|
Flexor
digitorum |
10-30 |
40-120 |
|
Flexor
pollicis longus |
8-15 |
32-60 |
|
Aductor
pollicis |
5-15 |
20-60 |
|
Thenar
muscles |
3-8 |
12-32 |
|
Psoas |
100-200 |
400-800 |
|
Quadríceps |
100-200 |
400-800 |
|
Adutores
do quadril |
200-400 |
400-1000 |
|
Tibialis
anterior |
25-75 |
100-300 |
|
Tibialis
posterior |
50-150 |
200-600 |
|
Fibularis |
50-150 |
200-600 |
|
Gastrocnemius |
50-200 |
200-800 |
|
Soleus |
25-75 |
100-300 |
|
Flexor
digitorum longus |
50-100 |
200-400 |
|
Flexor
digitorum brevis |
25-75 |
100-300 |
6.3.
Tempo e critérios de interrupção do tratamento
Tempo de
tratamento indeterminado, dependendo dos resultados esperados e obtidos. Deve
ser suspenso na ausência de resposta.
6.4.
Benefícios esperados
·
Diminuição da freqüência e severidade dos espasmos;
·
Prevenção de contraturas;
·
Diminuição da dor;
·
Melhora da cosmese;
·
Maior facilidade no uso de órtese;
·
Melhora da higiene;
·
Redução do uso de medicação antiespástica;
·
Melhora de atividade funcionais: marcha, movimentos voluntários, transferências;
·
Redução do número de procedimentos de reabilitação;
·
Retardar ou evitar procedimento cirúrgico.
7.
Centro de Referência
Recomenda-se
que a aplicação seja realizada por médico especializado em neurologia ou
fisiatria ou ortopedia, com experiência em aplicação de toxina botulínica,
em Centros de Referência definidos pelo Gestor Estadual.
8.
Monitorização
A
monitorização é feita através da Ficha de Avaliação Médica. Nessa ficha,
informações relevantes sobre diagnóstico, grupos musculares envolvidos, doses
dos medicamentos utilizados, avaliação de tônus, espasmos, reflexos
musculares, entre outras, são registradas com o objetivo de permitir melhor
planejamento e acompanhamento do tratamento de cada paciente.
9.
Consentimento Informado
É
obrigatória a cientificação do paciente, ou de seu responsável legal, dos
potenciais riscos e efeitos colaterais relacionados ao uso dos medicamentos
preconizados neste protocolo, o que deverá ser formalizado por meio da
assinatura de Termo de Consentimento Informado.
10.
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TERMO
DE CONSENTIMENTO INFORMADO
Toxina
Tipo A de Clostridium botulinum
Eu
_____________________ (nome do(a) paciente), abaixo identificado(a) e
firmado(a), declaro ter sido informado(a) claramente sobre todas as indicações,
contra-indicações, principais efeitos adversos, relacionados ao uso do
medicamento toxina tipo A de Clostridium botulinum, preconizado
para o tratamento de espasticidade focal disfuncional.
Estou
ciente de que este medicamento somente pode ser utilizado por mim,
comprometendo-me a devolvê-lo caso o tratamento seja interrompido.
Os
termos médicos foram explicados e todas as minhas dúvidas foram esclarecidas
pelo médico __________________.(nome do médico que prescreve).
Expresso
também minha concordância e espontânea vontade em submeter-me ao referido
tratamento, assumindo a responsabilidade e os riscos pelos eventuais efeitos
indesejáveis decorrentes.
Assim,
declaro que:
Fui
claramente informado(a) de que o medicamento pode trazer os seguintes benefícios:
·
diminuição da incapacidade funcional;
·
diminuição da rigidez.
Estou
ciente:
·
de que não existe um tratamento de cura definitiva da lesão;
·
o tratamento deve estar inserido em um programa de reabilitação; e o tempo de
tratamento deve ser baseado na evolução funcional.
Fui também
claramente informado(a) a respeito das seguintes contra-indicações, potenciais
efeitos adversos e riscos:
·
medicamento classificado na gestação como categoria C (estudos em animais
mostraram anormalidades nos descendentes, porém não há estudos em humanos; o
risco para o bebê não pode ser descartado, mas um benefício potencial pode
ser maior que os riscos);
·
os sintomas adversos mais comuns são tontura, fraqueza, cansaço, mal-estar,
dificuldade para engolir, náuseas, boca seca, secura e irritação nos olhos,
visão dupla e turva, lacrimejamentos, sensibilidade à luz, reações alérgicas
na pele;
·
possibilidade de ocorrência de dor no local de aplicação da injeção;
·
a toxina botulínica vem sendo comercializada por dois laboratórios com
diferentes nomes comerciais e com diferentes doses preconizadas. Se forem
dispensados diferentes nomes comerciais as doses devem ser ajustadas.
Estou
ciente de que posso suspender o tratamento a qualquer momento, sem que este fato
implique qualquer forma de constrangimento entre mim e meu médico, que se dispõe
a continuar me tratando em quaisquer circunstâncias.
Autorizo
o Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde a fazer uso de informações
relativas ao meu tratamento desde que assegurado o anonimato.
Declaro,
finalmente, ter compreendido e concordado com todos os termos deste
Consentimento Informado.
Assim, o
faço por livre e espontânea vontade e por decisão conjunta, minha e de meu médico.
O meu
tratamento constará do seguinte medicamento:
Toxina botulínica A tipo 1 (TB-A1) - 1U = DL50 0,04ng(frasco/ 100U)
Toxina botulínica A tipo