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GRIPE AVIÁRIA
Agência Saúde
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Assessoria de Imprensa da Secretaria de Vigilância em Saúde
Tel.: (61) 315-3676/3678/9696-3628
E-mail: svs@saude.gov.br


DECRETO DE 24 DE OUTUBRO DE 2005 - instituí o Grupo Executivo Interministerial com a finalidade de acompanhar e propor as medidas emergenciais necessárias para a implementação do Plano de Contingência Brasileiro para a Pandemia de Influenza, visando a sua prevenção e controle no território nacional.

18. - Saúde divulga capacitação virtual sobre gripe - 07.4.2006
17. - Esclarecimentos sobre gripe - 10.03.2006
16. - Ministro visita fábrica de vacina contra gripe - 23.2.2006
15. - Conheça o Plano de Comunicação de Governo
e envie suas sugestões  - 6.02.2006
14. - Simulado tem avaliação positiva - 2.02.2006
13. - Saúde simula atendimento de casos suspeitos - 1.02.2006
12. - Governo investe pesado contra a gripe - 16.11.2005
11. - Saraiva Felipe fala sobre gripe aviária no Uruguai - 10.11.2005
10. - Estados se mobilizam para prevenção da gripe - 4.11.2005
9. - Rede de alerta para gripe aviária ganha reforço - 21.10.2005
8. - O Brasil não será surpreendido pela pandemia de gripe - 19.10.2005
7. - Gripe: amanhã é o último dia para a vacinação do idoso - 05.05.05
6. - Vacinação: idosos têm até dia 6 para se imunizarem contra gripe - 2.5.2005
5. - Doentes crônicos com menos de 60 anos têm vacina contra gripe apenas em centros especiais - 26.4.2005
4. - Saúde investe 223,1 milhões na campanha contra gripe - 19.04.05
3. - Campanha vacina maiores de 60 contra gripe - 18.4.2005
2. Vigilância da Influenza no Brasil
1. Ministro defende amplo acesso dos países a vacina e medicamento contra a gripe
 


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1. Ministro defende amplo acesso dos países a vacina e medicamento contra a gripe


O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, defendeu dia 25/10, em Ottawa, no Canadá, o fortalecimento da vigilância epidemiológica em escala mundial e a facilitação do acesso dos países a vacinas e antivirais como forma de evitar o surgimento de uma possível pandemia de gripe. A declaração foi feita em discurso na Reunião Ministerial sobre Cooperação Global para Preparação contra Pandemias, promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com a participação de vários países.

“O fortalecimento da vigilância epidemiológica, em cada país e em escala global, é uma das tarefas mais fundamentais que temos no momento epidemiológico pré-pandêmico em que nos encontramos. A detecção rápida de casos de gripe aviária, no presente momento, possibilita a adoção de medidas de controle dessa epizootia (epidemia entre animais), atenuando o impacto econômico provocado pela mesma e o risco da ocorrência de casos em humanos”, disse o ministro, acrescentando que o fortalecimento da vigilância epidemiológica é ainda mais fundamental para o enfrentamento de uma possível emergência de transmissão entre humanos.

“A rapidez na detecção dessa situação fará enorme diferença no sucesso de medidas de contenção que evitem ou retardem a disseminação do vírus”, declarou Saraiva Felipe, lembrando que o Brasil vem reforçando a rede de unidades sentinelas cujo objetivo é dar o alerta diante do primeiro caso de transmissão de gripe de ave para humano no país. Hoje, são 66 unidades em 20 estados e no Distrito Federal. Desse total, 14 foram implantadas recentemente.

Além disso, ressaltou o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva baixou decreto criando um grupo de trabalho interministerial, coordenado pelo Ministério da Saúde, com vistas à uma execução integrada do Plano Brasileiro de Contingência para a Pandemia de Gripe. Esse plano está no Portal do Ministério da Saúde ( www.saude.gov.br ) aberto a sugestões.

Durante seu discurso, Saraiva Felipe convidou os ministros da Saúde reunidos em Ottawa para, entre os dias 16 e 18 de novembro, participarem, no Rio de Janeiro, de um encontro para troca de experiências sobre o combate à gripe.

O ministro Saraiva Felipe também alertou que a preparação mundial para o enfrentamento de uma pandemia de gripe tem encontrado uma importante barreira na questão do acesso às vacinas e antivirais. “É importante garantir cooperação entre centros de pesquisa para que consigamos produção de vacina contra a cepa pandêmica quando a mesma for identificada”, disse o ministro, destacando que, no Brasil, o Instituto Butantan já está sendo preparado para ingressar na rede de centros produtores da vacina contra a influenza.

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2. Vigilância da Influenza no Brasil


Influenza ou Gripe não é doença de notificação compulsória, mas a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), iniciou no ano 2000 a implantação da Vigilância da Influenza no Brasil. Utiliza-se um sistema baseado em unidades sentinela (unidades básicas de saúde e pronto-atendimentos).

Nessas unidades sentinela se faz:

- o monitoramento dos atendimentos por síndrome gripal e
- a identificação dos principais vírus responsáveis por infecções agudas do sistema respiratório na comunidade

A vacinação contra influenza é oferecida para:


-  população de 60 anos e mais: nas campanhas de vacinação anuais (geralmente em abril de cada ano) e 
-  para outras populações de risco (imunocomprometidos, portadores de doenças crônicas, como renais, cardiopatas, pneumopatas, etc): nos Centros de Imunobiológicos Especiais


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3. - Campanha vacina maiores de 60 contra gripe - 18.4.2005


Todas as pessoas com mais de 60 anos têm um compromisso marcado para o dia 25 de abril. A data dará início à sexta edição da Campanha Nacional de Vacinação do Idoso. Na ocasião, elas receberão a vacina contra o vírus influenza, causador da gripe, e terão a oportunidade de atualizar o cartão de vacinação nas doses contra tétano, difteria e febre amarela. Os idosos hospitalizados e residentes em casa de repouso também receberão a vacina contra infecções pneumocócicas. O objetivo é proteger essa população das complicações da gripe e de outras doenças preveníveis de grande incidência nessa faixa etária. A campanha vai até 6 de maio, em todos os postos e serviços de saúde do país. Mesmo quem já tomou a dose contra a gripe deve se vacinar novamente. Isso porque, a cada ano, é preparada uma nova vacina a partir das cepas (subtipos) do vírus que circularam no país no ano anterior. “O vírus da gripe é muito mutável”, explica o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância Sanitária (SVS) do Ministério da Saúde, Expedito Luna. Só não podem ser vacinados aqueles que têm alergia comprovada à proteína do ovo, pois a dose é produzida em embriões de galinha. “Por mais que a vacina passe por um processo de purificação, é possível que sobre algum resquício do ovo”, afirma Expedito. A vacina contra a gripe é produzida com base nas três cepas de maior circulação no Hemisfério Sul. Essa combinação torna a dose mais potente. Ela diminui em 90% dos casos o risco de contrair a doença. A dose leva duas semanas para ter efeito e deve ser tomada todos os anos. A vacina não causa gripe. Os vírus presentes nela estão mortos e não podem se reproduzir e provocar a doença. Estimativas de estudos internacionais indicam que a vacina contra a gripe provoca redução da mortalidade em até 50% entre a população idosa. Além disso, constam nos resultados desses estudos a redução de 19% do risco de hospitalização por doença cardíaca e em até 23% do risco de doenças cerebrovasculares. “O Brasil é um dos poucos países que têm oferecido gratuitamente a vacina para maiores de 60 anos”, lembra Expedito. Recursos – O investimento do Ministério da Saúde na campanha deste ano totaliza R$ 223,1 milhões, sendo R$ 104,6 milhões na compra de 18,3 milhões de doses contra o vírus influenza, R$ 7 milhões na compra de 285,4 mil doses contra pneumococos, R$ 1 milhão na compra de 1,1, milhão de doses contra difteria e tétano e R$ 486 mil em 1 milhão de doses contra febre amarela. Os estados e municípios receberão um total de R$ 4,8 milhões, com repasse fundo a fundo, para ações de mobilização. A publicidade teve investimento de R$ 5 milhões. A campanha segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de priorizar os idosos na vacinação. A gripe entre jovens não representa problema de saúde pública. Como o organismo do idoso é mais vulnerável à gripe, pode sofrer complicações, como a pneumonia ou a desestabilização de um quadro de doença cardíaca ou renal. Um dos maiores desafios em relação à saúde da população com mais de 60 anos é a prevenção de enfermidades que interferem no desenvolvimento de suas atividades diárias, sendo a gripe uma das principais. No Brasil, existem hoje mil pessoas com mais de 100 anos de idade, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000. A população de 60 anos ou mais corresponde a 8,6% do total de habitantes do país, para quem são destinados cerca de 24% dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). As campanhas de vacinação de idosos começaram em 1999. Milhões de pessoas são vacinadas todos os anos no Brasil. Em 2004, o país superou a meta, vacinando 85% da população com mais de 60 anos, e conquistou uma das melhores coberturas vacinais em todo o mundo. Mais de 80% dos municípios brasileiros superaram a meta de vacinação estabelecida pelo Ministério da Saúde nos anos de 1999, 2001 e 2003. Forma e gravidade podem variar A gripe é considerada uma das doenças infecciosas que mais preocupam as autoridades sanitárias no Brasil e no mundo. No último século, ocorreram três pandemias (epidemia em escala mundial), responsáveis por mais de 50 milhões de mortes, problemas sociais e perdas econômicas: a Gripe Espanhola (1918), a Gripe Asiática (1957) e a Gripe de Hong Kong (1968). Hoje, o crescimento do fluxo de viagens internacionais e da população com mais de 60 anos (mais vulnerável) facilitam a disseminação do vírus. Isso exige da política nacional de saúde estratégias adequadas, com atenção especial à ampliação das coberturas vacinais dos grupos de risco, às pesquisas e ao desenvolvimento de vacinas. A forma e a gravidade da gripe variam muito. Seus principais sintomas são febre, calafrios e mal-estar generalizado, freqüentes nos primeiros dias. A rinite e a faringite também podem ocorrer. Quando os sintomas iniciais diminuem, aparecem problemas respiratórios, como dor de garganta, tosse seca, coriza e congestão nasal. A gripe é curada espontaneamente em cerca de uma semana. Os pacientes idosos mantêm, em geral, a infecção por semanas e podem apresentar complicações. As mais freqüentes são a pneumonia bacteriana, a pneumonia viral primária e o agravamento de doenças crônicas pré-existentes. A gravidade aumenta com a idade.
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4. - Saúde investe 223,1 milhões na campanha contra gripe - 19.04.05

A Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, este ano, conta com investimento total de R$ 223,1 milhões, aplicados na compra de vacinas, mobilização dos estados, campanha publicitária, entre outras ações. A meta é vacinar 10,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Desse montante, R$ 104,6 milhões custearam a compra de 18,3 milhões de doses contra o vírus influenza. Também foram destinados R$ 7 milhões para aquisição de 285,4 mil doses contra pneumococos, R$ 1 milhão para 1,1, milhão de doses difteria e tétano e R$ 486 mil para 1 milhão de doses contra febre amarela. Para financiar as ações de mobilização, o Ministério da Saúde destinou R$ 4,8 milhões para os estados e municípios. A campanha publicitária consumiu R$ 5 milhões. Com o slogan “O importante é ter saúde. Vacine-se contra a gripe”, a campanha começa dia 25 de abril e segue até 6 de maio em 61,5 mil postos de vacinação. São 231 mil pessoas envolvidas, entre profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e voluntários. Cerca de 32,2 mil veículos – inclusive aeronaves na Região Norte – serão utilizados na mobilização. Além da vacina contra a gripe, durante a mobilização os idosos terão a oportunidade de atualizar o cartão de vacinação nas doses contra tétano, difteria e febre amarela. Os idosos hospitalizados e residentes em casas de repouso também receberão a vacina contra infecções pneumocócicas (pneumonias). A gripe é considerada uma das doenças infecciosas que mais preocupam as autoridades sanitárias no Brasil e no mundo. No último século, ocorreram três pandemias (epidemia em escala mundial) responsáveis por mais de 50 milhões de mortes, problemas sociais e perdas econômicas: a Gripe Espanhola (1918), a Gripe Asiática (1957) e a Gripe de Hong Kong (1968). Especialistas acreditam que uma nova pandemia poderá acontecer nos próximos anos, provocando milhões de casos da doença. A característica mutável do vírus influenza, causador da gripe, reforça esta hipótese. Estimativas de estudos internacionais indicam que a vacina contra a gripe provoca redução da mortalidade em até 50% entre a população idosa. Além disso, constam nos resultados destes estudos a redução de 19% do risco de hospitalização por doença cardíaca e em até 23% do risco de doenças cerebrovasculares.
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5. Doentes crônicos com menos de 60 anos têm vacina contra gripe apenas em centros especiais - 26.4.2005

Os portadores de doença pulmonar ou cardiovascular crônicas graves, insuficiência renal crônica, diabetes melitus insulino-dependentes, cirrose hepática, hemoglobinopatias, imunocomprometidos ou portadores do HIV e os submetidos a transplantes têm a vacina contra o vírus influenza (gripe) à sua disposição nos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (Cries), por indicação médica. A mesma vacina está à disposição nos postos de saúde, durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, apenas para os maiores de 60 anos. No entanto, os idosos portadores dessas doenças também podem tomar o imunizante contra a gripe nos Cries, além dos postos de saúde de todo o país, até o dia 6 de maio, dentro da Campanha Nacional de Vacinação do Idoso. Os Cries atendem, de forma personalizada, o público que necessita de produtos especiais, de alta tecnologia e altíssimo custo, que são adquiridos pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Para fazer uso dessa medicação, é necessário que a pessoa apresente a indicação médica e um relatório clínico sobre seu caso. A sexta edição da Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, que este ano tem o slogan “O importante é ter saúde. Vacine-se contra a gripe”, foi aberta ontem, em Recife, pelo ministro da Saúde, Humberto Costa. Em todo o país, a meta do Ministério da Saúde é imunizar 10,6 milhões de pessoas, ou 70% da população total de idosos no país, o que corresponde a cerca de 15 milhões de pessoas.

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6. Vacinação: idosos têm até dia 6 para se imunizarem contra gripe - 2.5.2005


Dados parciais da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde já indicam o êxito da sexta edição da Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, cujo slogan é “O importante é ter saúde. Vacine-se contra a gripe”. De acordo com informações repassadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) da SVS pelas secretarias estaduais de Saúde, até o dia 30 de abril mais de 5,7 milhões de idosos já haviam se vacinado contra a gripe, o que corresponde a 37,1% dos 15,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais em todo o país. O objetivo da campanha é proteger essa população das complicações da gripe e de outras doenças preveníveis por vacinas, uma vez que essa faixa etária é mais vulnerável às enfermidades. Apesar de a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendar cobertura de 70%, até o dia 6 de maio, data de encerramento da campanha, a expectativa do Ministério da Saúde é superar o percentual alcançado em 2004, que foi de 85% dos idosos do país vacinados contra o vírus influenza, que causa a doença. Até o presente momento, as maiores coberturas foram obtidas nos estados da Paraíba (55,4%), Amapá (50,6%), Piauí (50,4%) e Sergipe (50,2%). Os menores índices foram verificados nos estados de São Paulo (26,4%) e Roraima (24,7%). As demais unidades federadas informaram percentuais de cobertura entre 30% e 50%. No último sábado (30/04), o Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, promoveu uma ampla mobilização em todo território nacional para motivar a procura pela vacina. Mais de 230 mil pessoas trabalharam em 61,5 mil postos de saúde, garantindo o êxito das atividades. Cerca de 32,2 mil veículos, inclusive aeronaves e barcos na região Norte, foram utilizados para facilitar os deslocamentos das equipes de vacinação. Investimento – Este ano, o investimento do Ministério da Saúde na campanha foi de aproximadamente R$ 123 milhões, sendo R$ 104,6 milhões na compra de 18,3 milhões de doses contra o vírus influenza, R$ 7 milhões na compra de 285,4 mil doses contra pneumococos, R$ 1 milhão na compra de 1,1 milhão de doses difteria e tétano e R$ 486 mil em 1 milhão de doses contra febre amarela. Os estados e municípios receberam um total de R$ 4,8 milhões, com repasse fundo a fundo, para ações de mobilização. A publicidade teve investimento de R$ 5 milhões. As campanhas de vacinação de idosos começaram em 1999. Milhões de pessoas são vacinadas todos os anos no Brasil. No ano passado, nosso país superou a meta, vacinando 85% da população com mais de 60 anos, conquistando uma das melhores coberturas vacinais em todo o mundo. Estimativas de estudos internacionais indicam que a vacina contra a gripe provoca redução da mortalidade em até 50% entre a população idosa. Além disso, constam nos resultados desses estudos a redução de 19% do risco de hospitalização por doença cardíaca e em até 23% do risco de doenças cerebrovasculares. Risco – A gripe é considerada uma das doenças infecciosas que mais preocupam as autoridades sanitárias no Brasil e no mundo. No último século, ocorreram três pandemias (epidemia em escala mundial) responsáveis por mais de 50 milhões de mortes, problemas sociais e perdas econômicas: a Gripe Espanhola (1918), a Gripe Asiática (1957) e a Gripe de Hong Kong (1968). Especialistas acreditam que há risco de uma nova pandemia nos próximos anos, provocando milhões de casos da doença. A característica mutável do vírus influenza, causador da gripe, reforça esta hipótese.

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7. - Gripe: amanhã é o último dia para a vacinação do idoso - 05.05.05

Amanhã é a o último dia para os maiores de 60 anos tomarem a vacina contra a gripe. Os 60 mil postos de saúde existentes, incluindo as unidades do Programa de Saúde da Família, vão estar abertos das 8h às 17h. A meta do Ministério da Saúde é imunizar 10,6 milhões de pessoas, ou 70% da população total de idosos no país, que corresponde à cerca de 15 milhões de pessoas. Porém, há a expectativa de que os números do ano passado, quando 85% da população idosa foram imunizados, sejam superados. Além da imunização contra a influenza, os idosos podem atualizar a dupla adulto (difteria e tétano). Os internados em hospitais ou casas de repouso também recebem a dose contra o pneumococo. O comercial de rádio e televisão com o cantor Jair Rodrigues chamando para o último dia também está no ar com o slogan “O importante é ter saúde. Vacine-se contra a gripe”. Nas peças de vídeo, Jair Rodrigues contracena com a filha, a cantora Luciana Mello. A idéia é estimular filhos e netos de idosos a levarem seus pais e avós aos postos de vacinação. Ao todo, foram aplicados R$ 5 milhões na campanha publicitária. O objetivo da Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, que começou no dia 25 de abril, é proteger essa população das complicações da gripe e de outras doenças preveníveis por vacinas, uma vez que esta faixa etária é mais vulnerável às enfermidades. A campanha conta com 231 mil pessoas envolvidas, entre profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e voluntários, 61,5 mil postos de vacinação e 32,2 mil veículos, inclusive aeronaves, barcos e bicicletas na Região Norte. Sintomas – A forma e a gravidade da gripe variam muito. Seus principais sintomas são febre, calafrios e mal estar generalizado, freqüentes nos primeiros dias. A rinite e a faringite também podem ocorrer. Quando os sintomas iniciais diminuem, aparecem problemas respiratórios, como dor de garganta, tosse seca, coriza e congestão nasal. A gripe é curada espontaneamente em cerca de uma semana. Os pacientes idosos mantêm, em geral, a infecção por semanas e podem apresentar complicações. As mais freqüentes são a pneumonia bacteriana, a pneumonia viral primária e o agravamento de doenças crônicas pré-existentes. A gravidade aumenta com a idade. Um dos maiores desafios em relação à saúde da população com mais de 60 anos é a prevenção de enfermidades que interferem no desenvolvimento de suas atividades diárias, sendo a gripe uma das principais causas. A população de 60 anos ou mais corresponde a 8,6% do total de habitantes do país. Hoje, o crescimento do fluxo de viagens internacionais e da população com mais de 60 anos (mais vulnerável) facilitam a disseminação do vírus. Isso exige da política nacional de saúde estratégias adequadas, com atenção especial à ampliação das coberturas vacinais dos grupos de risco, às pesquisas e ao desenvolvimento de vacinas. Gripe – A influenza ou gripe é uma doença infecciosa aguda do sistema respiratório, que pode ser provocada por um dos três tipos do vírus Influenza, denominados A, B ou C. Além dos seres humanos, este vírus também pode ser encontrado em outras espécies animais, tais como aves, porcos, eqüinos etc. Os dois primeiros tipos - e em particular os vírus influenza A -, devido a pequenas mutações periódicas na estrutura do seu genoma, têm a capacidade de gerar novas cepas que vão produzir novos casos de doença na população. Este fenômeno é o que explica a ocorrência de surtos ou epidemias anuais da doença, justificando a vacinação anual das pessoas sujeitas ao maior risco de complicações e óbitos pela doença, tal como vem sendo feito no Brasil há mais de cinco anos. No entanto, em períodos não determinados, essas mutações podem produzir uma cepa completamente nova, deixando a maioria da população desprotegida, gerando uma epidemia em escala internacional, chamada de pandemia. No século XX ocorreram quatro pandemias de influenza, a saber: as chamadas Gripe Espanhola de 1918, com impacto importante na mortalidade, a Gripe Asiática de 1957, a Gripe de Hong Kong de 1968 e a Gripe Russa de 1977. Essas três últimas tiveram um impacto maior na morbidade do que na mortalidade, sendo esta última considerada uma “pandemia benigna” pelo baixo impacto na saúde das populações. No entanto, de 1997 para cá vêm sendo registrados no Continente Asiático alguns episódios de transmissão direta de vírus de influenza aviária de alta patogenicidade (cepa A/H5N1) para o homem. Desde o final do ano de 2003 os países daquele continente vêm passando por epizootias de influenza aviária A/H5N1 com duração e expansão geográfica nunca vistas antes. Como conseqüência, a partir de janeiro de 2004 têm sido registrados novos casos de infecção de humanos com esta cepa, com elevada letalidade entre as formas graves.
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8. O Brasil não será surpreendido pela pandemia de gripe - 19.10.2005

O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, afirmou que o Brasil não será surpreendido pela pandemia de gripe e que o país terá um Plano de Contingência para Pandemia de Influenza (gripe) já em novembro. “O Brasil está tomando todas as medidas sanitárias que os países mais desenvolvidos do mundo têm tomado. O ministério tem orçamento e não será por falta de recursos que nós deixaremos de fazer a detecção ou de tratar doentes”, declarou o ministro em entrevista coletiva de imprensa, hoje, em Brasília. Saraiva Felipe também destacou, entre as principais ações do plano, o fortalecimento da vigilância epidemiológica para o adequado monitoramento da doença e da rede de laboratórios para a detecção do vírus que causa a gripe. Outra medida é adequar as instalações do Instituto Butantan, em São Paulo, para a produção de uma vacina nacional. Veja abaixo as medidas do plano que já se encontram em implantação. ? fortalecimento da vigilância epidemiológica da influenza, inclusive com a ampliação da capacidade laboratorial para o diagnóstico rápido da doença em situações de surto e identificação das cepas circulantes. O Sistema de Vigilância da Influenza no Brasil atualmente está implantado em 21 Unidades Federadas, contando com uma rede de 46 unidades sentinelas. Essa rede atendeu a cerca de 210 mil casos de síndrome gripal, em 2004, tendo coletado 2.269 amostras para identificação de vírus; ? constituição de um estoque estratégico do anti-viral Oseltamivir (Tamiflu) para a ser utilizado em situações especiais durante uma possível pandemia. Ainda essa semana, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) receberá a resposta do Laboratório Roche, atualmente único produtor mundial dessa droga, sobre o cronograma de entrega do medicamento para os três cenários elaborados, baseados nos resultados preliminares das estimativas de ocorrência de casos; ? preparação do Instituto Butantan para a produção da vacina contra a cepa pândemica. O Ministério da Saúde repassou recursos para acelerar a preparação de uma instalação emergencial, que estará pronta para fabricação já no início do próximo ano, uma vez que a nova fábrica de vacinas que está sendo construída com recursos do ministério e do Governo do Estado de São Paulo só ficará pronta no final de 2006. Tão logo os problemas tecnológicos ainda existentes para a produção de uma vacina contra uma cepa de alta patogenicidade do vírus influenza sejam superados, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já está informada de nossa capacidade para produzir esta vacina no Brasil. Ressalte-se que a produção mundial de vacinas contra uma pandemia de influenza depende de qual será efetivamente a cepa pandêmica (lembra-se aqui que a H5N1 é uma cepa aviária que, excepcionalmente, tem causado infecções em humanos e que mesmo que esta venha a adquirir condições biológicas para uma transmissão ampliada na população humana, poderá ter características que impliquem em ajustes na formulação de uma vacina). Hoje, a Secretária de Comunicação (Secom) da Presidência da República promove um treinamento de fontes para lidar com a imprensa, cujo objetivo é habilitar ou aprimorar técnicos do governo para o relacionamento com a imprensa em momento de crise. Nos próximos dias 24 e 25 de outubro, o ministro participa, em Otawa, no Canadá, do Encontro Internacional de Ministros de Saúde sobre Pandemia de Gripe. Durante o evento, representantes de países de todos os continentes discutirão a preparação para a pandemia e trocarão experiências na elaboração de seus respectivos planos de contingência. O Plano de Contingência para a Pandemia de Gripe, em fase final de elaboração, será apresentado em novembro, no Rio de Janeiro. Em agosto deste ano, o ministro Saraiva Felipe determinou a criação de um grupo de trabalho para acelerar a elaboração do plano, que terá aprovação do Comitê Técnico Brasileiro de Preparação do Plano de Contingência para a Pandemia de Gripe, criado em 2003 e liderado pela pasta da Saúde. Influenza – A influenza ou gripe é uma doença infecciosa aguda do sistema respiratório, que pode ser provocada por um dos três tipos do vírus influenza, denominados A, B ou C. Além dos seres humanos, este vírus também pode ser encontrado em outras espécies animais, tais como aves, porcos e eqüinos. Os dois primeiros tipos, em particular os vírus influenza A, devido às pequenas mutações periódicas na estrutura do seu genoma, têm a capacidade de gerar novas cepas que vão produzir novos casos da doença na população. Este fenômeno é o que explica a ocorrência de surtos ou epidemias, em especial os idosos. Em 2005, o Brasil atingiu um dos maiores índices mundiais de vacinação, com 86% de cobertura vacinal nos maiores de 60 anos. As mutações podem produzir uma cepa completamente nova, para a qual toda a população é suscetível, gerando condições para a ocorrência de uma epidemia em escala internacional, denominada pandemia. Geralmente, este fenômeno acontece quando uma cepa, que originalmente só infectava animais, como as aves, atravessa a barreira das espécies, passa a infectar diretamente os seres humanos e, posteriormente, adquire a capacidade de transmissão entre humanos. No Século XX ocorreram quatro pandemias de influenza: a Gripe Espanhola de 1918, com impacto importante mortalidade, a Gripe Asiática de 1957, a Gripe de Hong Kong de 1968 e a Gripe Russa de 1977. Essas três últimas tiveram um impacto maior na morbidade do que na mortalidade, sendo a última considerada uma "pandemia benigna", pelo baixo impacto na saúde das populações.
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9. Rede de alerta para gripe aviária ganha reforço - 21.10.2005

O Ministério da Saúde inaugurou 16 unidades sentinelas que auxiliarão no alerta caso haja diagnóstico de gripe aviária na população brasileira. Com essas instalações colocadas em funcionamento neste semestre, a rede passará a contar com 46 pontos de detecção espalhadas por 20 Estados e o Distrito Federal (veja abaixo os locais em funcionamento). Além disso, o ministério tem a meta de, em 2006, implantar o serviço também no Espírito Santo, Mato Grosso, Maranhão, Piauí, Acre, Amapá e Rondônia. O projeto das unidades sentinelas começou a ser implementado em 2000, mas com a ameaça de uma epidemia mundial, os esforços foram intensificados. O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, está levando para o Canadá esse e outros exemplos de como Brasil vem se antecipando a uma possível crise. Ele participa na próxima semana de um congresso para ministros da saúde, cujo objetivo é traçar uma estratégia internacional de prevenção e de atuação caso se verifique a transmissão entre humanos do vírus. As sentinelas são hospitais, postos de saúde e policlínicas que recebem treinamento de técnicos do Ministério da Saúde, equipamentos de informática e refrigeração e kits de coleta de amostras. O trabalho dessas unidades é recolher secreções nasais e da faringe de pessoas que tenham sintomas de gripe. O objetivo é verificar quais vírus estão presentes naquela região, o que permite traçar estratégias, por exemplo, de vacinação e de distribuição de remédios.

Atualmente, o Ministério da Saúde vem implementando também as seguintes ações:

? Estoque estratégico do anti-viral Oseltamivir (Tamiflu) – a reserva servirá para situações de uma possível pandemia. Foram encomendados 9 milhões de tratamentos completos;
? Preparação para a produção da vacina – o Ministério da Saúde repassou R$ 3,1 milhões para acelerar a construção de uma nova fábrica do Instituto Butantã, o primeiro passo para o desenvolvimento da produção da vacina brasileira.

O plano brasileiro completo será apresentado no dia 16 de novembro em um seminário internacional em Brasília.

Implantação do Sistema de Vigilância do Brasil

 

2000 – 2005

 

Ano

 

UF

Município 

Unidade Sentinela

Nº/UF

 

2000

2º semestre

AL

Maceió

US 2° Centro

1

 
 

AM

Manaus

Hospital Zona Leste

2

 

Hospital da Criança

 

2001

1º semestre

PR

Curitiba

US Cajuru

2

 

US Albert Sabin

 

RJ

Rio de Janeiro

Hospital Lourenço Jorge

2

 

US Lincoln de Freitas

 

ES

Vitória

Policlínica São Pedro

1

 
 

2º semestre

PA

Belém

US Sacramenta

2

 

US Eduardo Angelim

 

BA

Salvador

Hosp. Geral João Batista Caribe

1

 
 

2002

1º semestre

SC

Florianópolis

Hosp.Infantil Joana de Gusmão

1

 

US II

 

DF

Brasília

HRG (Gama)

4

 

HRT (Taguatinga)

 

HRAN (Norte)

 

HRAS (Sul)

 

RS

Porto Alegre

Hospital Conceição

2

 

Uruguaiana

Hospital Uruguaiana

 

2º semestre

SP

São Paulo

Hosp.  Infantil Menino Jesus

2

 

Hosp.  Vila Maria

 

MG

Belo Horizonte

UPA Leste

2

 

Varginha

Hospital Geral Varginha

 

 

 

 

2003

2º semestre

PA

Belém

US Eduardo Angelim

2

 

US Vila da Barca

 

SC

Florianópolis

US Saco Grande II

2

 

Hosp. Infantil Joana de Gusmão

 

2004

1º semestre

DF

Brasília

HRG

2

 

RHAN

 

MG

Belo Horizonte

UPA Oeste

2

 

Três Pontas

Três Pontas

 

RS

Caxias do Sul

Hospital Caxias do Sul

3

 

Hospital Conceição

 

Hospital Uruguaiana

 

AL

Maceió

Hospital Universitário de UFAL

2

 

2° Centro

 

2º semestre

RR

Boa Vista

Hospital da Criança

2

 

US Cosme e Silva

 

CE

Fortaleza

Albert Sabin

3

 

Irmã Hercília

 

GAMEC

 

RJ

Rio de Janeiro

Fund. Rubem Berta (VARIG)

3

 

Hospital Lourenço Jorge

 

US Lincoln de Freitas

 

MS

Campo Grande

US Coronel Antonino

2

 

US Cophavilla II

 

TO

Palmas

Pronto Atendimento Norte

1

 
 

2005

1º semestre

PR

Curitiba

US Bairro Alto

4

 

US Nossa Senhora da Luz

 

US Albert Sabin

 

US Salgado Filho

 

2005

GO

Goiania

Cais Finsocial

2

 

Distrito Sul

 

2º semestre

PE

Recife

Cravo Gama

2

 

Policlínica Amaury Coutinho

 

RN

Natal

Unidade Mãe Luiza

2

 

PSI Sandra Celeste

 

CE

Fortaleza

Albert Sabin

2

 

Irmã Hercília

 

RR

Roraima

Casa do Índio

4

 

Hospital da Criança

 

US Cosme e Silva

 

Hospital de Pacaraima

 

SE

Aracajú

UBS Lauro Dantas Hora

2

 

Unidade Ávila Nabuco

 

PB

João Pessoa

CAME Cruz das Armas