Alerta sobre a necessidade de procurar assistência médica para atendimento antirrábico humano.
Alguns casos de raiva humana ocorrem porque a população desconhece a necessidade de profilaxia ou porque este tratamento não é indicado quando o paciente procura a assistência em saúde. Por isso, faz-se necessário alertar a comunidade e os profissionais de saúde sobre a importância de procurar assistência, de indicar o tratamento correto e realizar o esquema profilático completo da raiva humana.
Frente a uma agressão animal, devem ser seguidos os seguintes procedimentos:
- Lavar o ferimento com água e sabão em abundância.
- Procurar uma unidade de saúde imediatamente, pois somente o profissional da área pode indicar o esquema profilático correto da raiva humana. É importante nunca interromper o esquema indicado.
- Buscar a identificação da espécie animal agressora, para definição do esquema profilático da raiva ou tratamento antipeçonhento.
A seguir, algumas formas de diferenciar mordeduras e picadas por animais, visando a identificar as espécies animais envolvidas e, desta forma, orientar as condutas de profilaxia da raiva humana e de tratamento antipeçonhento:
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O esquema profilático de raiva humana inclui aplicação de vacina e soro |
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» foto 2 |
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» foto 3 |
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» foto 4 |
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» foto 5 |
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» foto 6 |
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» foto 7 |
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» foto 8 |
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» foto 9 |
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» foto 10 |
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:: 1 ::
As mordeduras de morcegos hematófagos apresentam formato elíptico e são superficiais. Normalmente ocorrem durante a noite e sangram bastante, devido à substância anticoagulante contida na saliva desses animais (fotos 2 e 3). Apesar das mordeduras por morcegos serem aparentemente superficiais, todos os casos devem receber esquema profilático da raiva, com aplicação de cinco doses de vacinas e de soro antirrábico.
:: 2 ::
Os acidentes botrópicos apresentam as seguintes características: presença de lesões puntiformes (ocasionalmente não evidentes), cuja distância entre os pontos de picada varia conforme o tamanho do animal (de 0,4 cm a 6,0 cm, aproximadamente), com ou sem sangramento (foto 6); edema duro e frio a partir do local de inoculação do veneno, que progride com o passar das horas, acompanhado de equimoses ao longo do membro e, menos frequentemente, de bolhas com conteúdo seroso ou serossanguinolento (foto 7). A dor no local da picada é perceptível e costuma aumentar de intensidade com a progressão do edema. Tardiamente, o quadro pode evoluir para necrose cutânea.
:: 3 ::
Os acidentes crotálicos apresentam as seguintes características: pontos de picada com duas lesões puntiformes, que podem ser ou não visíveis (foto 8); eventualmente, laceração ou escoriação na região, devido ao traumatismo superficial provocado pelos dentes; leve edema, eritema e parestesia (foto 9) podem estar presentes, porém não são muito intensos e não progridem para outros segmentos do membro afetado. Não há formação de bolhas ou necrose.
:: Acidente por espécie não peçonhenta apresenta como características várias escoriações provocadas pela mordedura dos dentes da serpente, em forma de arco único ou duplo (foto 10). Em geral, não há edema ou equimose, a dor se deve ao traumatismo local.
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» Créditos das fotos
Foto 2: Angélika Bredt
Foto 3: Miriam Sodré
Fotos 4 e 5: Marcelo Yoshito Wada
Fotos 6, 7, 8, 9 e 10: Fan Hui Wen
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